Economia

Sonangol e Eni criam sociedade energética

A Sonangol e a sua congénere italiana Eni assinaram ontem, em Luanda, um acordo-quadro para a constituição da Solenova, uma empresa detida conjuntamente e constituída para avaliar e desenvolver projectos de energia renovável em Angola, dando lugar à construção de uma central fotovoltaica de 50 megawatts (mw).

Solenova arranca com uma central fotovoltaica
Fotografia: DR

Numa nota de imprensa enviada ontem ao Jornal de Angola, a companhia italiana declarou que a criação da nova sociedade se enquadra na estratégia energética nacional que estabelece como meta a instalação de 800 (mw) de capacidade renovável até 2025, com foco em projectos de geração solar de larga escala.
A primeira oportunidade de negócio identificada em conjunto no sector de energia renovável consiste na implementação faseada da central de 50 mw na região sul do país, que actualmente depende, em grande parte, de centrais térmicas movidas a gasóleo para a geração de electricidade.
Esta iniciativa e outras, ainda em fase de avaliação, estão alinhadas com a estratégia global do Governo para o sector eléctrico que visa a promoção das energias renováveis e a redução do consumo de diesel, cortando os custos operacionais e as emissões de gás carbono (CO2).
A estratégia da Eni para o sector de energias renováveis prevê a realização de mais de 60 projectos “brown field” e “greenfield” a nível mundial, perfazendo um total superior a 1,6 gigawatts (gw) de capacidade eólica e solar até 2022, atingindo até cinco gw até 2025, com investimentos de 1,4 mil milhões de euros (526,6 mil milhões de kwanzas) no período entre 2019 e 2022.

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