Economia

Startup T´leva introduz mil veículos eléctricos

O aplicativo de telemóvel para táxis da empresa T’leva (uma plataforma digital de mobilidade urbana) anunciou, ontem, ter introduzido mil carros eléctricos no país, tornando-se na primeira empresa em África a disponibilizar uma frota urbana de matriz energética sustentável dessa dimensão.

Fotografia: Cedida

A startup, implantada no mercado, desde Abril, declarou, em nota de imprensa, que acrescenta a mobilidade eléctrica ao sistema de transportes convencionais (carros com motores de combustão).
A operação ecológica da T’leva está projectada para iniciar com carros eléctricos, que já circulam em Luanda, devendo ser seguida pela introdução de motos eléctricas, que a companhia deve receber nos próximos meses, iniciando uma componente da oferta designada micro mobilidade eléctrica.
A T’leva revelou que o plano de negócio e o seu potencial de dar escala ao projecto, através da entrada noutros mercados africanos, despertou o interesse de investidores que materializaram um investimento de cerca de 22 milhões de dólares, o que permitiu concretizar a chegada do carro eléctrico e a implementação do modelo de mobilidade eléctrica em Angola.
“À data de hoje, e em apenas nove meses de existência, a T’Leva transportou mais de 40 mil clientes. Nos próximos meses, o nosso objectivo é transportar mais 100 mil clientes, mas já em carros eléctricos”, afirma Erickson M’Vezi, CEO da T’Leva, citado na nota de imprensa.
“O objectivo da T’Leva é construir um ecossistema totalmente eléctrico, através da criação de parcerias com empresas de referência do sector automóvel, de infra-estruturas e de energia, e este é o primeiro passo no sentido de atingir essa meta”, acrescentou o responsável.
A entrada de carros eléctricos em Angola, solução com zero emissões de CO2, resulta de uma parceria feita com a Ledo Holding, dos principais fabridaquelas viaturas na China, visa impulsionar a companhia a ampliar a resposta de mobilidade e o alcance no país e em África.
As vantagens desta solução não se resumem ao ambiente: o modelo de negócio de mobilidade eléctrica, para os motoristas, por exemplo, é uma mudança de vida, considera o documento, que aponta os elegíveis ao posto como sendo jovens universitários, mulheres e veteranos, numa clara aposta de inclusão social.

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