Economia

TAAG clarifica não submissão de contas

Na edição de 5 de Agosto de 2020, quarta-feira, foi publicado no Jornal de Angola, secção de Economia, um artigo intitulado “TAAG e Porto de Luanda com contas de 2019 ainda por prestar ao Estado”, com honras de primeira página, com a menção de que as “empresas tuteladas pelo Ministério dos Transportes (…) se furtaram à obrigação de apresentar ao Estado os relatórios e contas referentes a 2019, cujo prazo terminou em Junho”, fazendo referência à página onde pode ser lido o desenvolvimento desta suposta peça “informativa”.

Fotografia: DR

Face ao exposto, ao abrigo do artigo 73º, nº2, da Lei 1/17, de 23 de Janeiro – Lei de Imprensa, vimos pelo presente exercer o Direito de Resposta e Rectificação.

Ponto 1:

A não publicação do Relatório e Contas de 2019 da TAAG-Linhas Aéreas de Angola, SA (TAAG ou Companhia) não é incumprimento doloso ou sequer negligente e resulta directamente do processo de transformação da empresa pública (EP) para sociedade anónima (SA), vide Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de Julho;

Enquadrada na visão reformista que existe para o sector dos transportes e, com a firme convicção da viabilidade e peso estratégico que a Companhia de Bandeira tem para o país, o Ministério dos Transportes e a TAAG, em articulação com o Ministério das Finanças e o IGAPE, delinearam um Plano de Saneamento e Capitalização com o foco na excelência operacional e a sustentabilidade financeira para a empresa;

Este plano esteve em discussão desde Novembro de 2019, que culminou com a sua aprovação e publicação no Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de Julho.

Ponto 2:

Por consenso entre os Departamentos Ministeriais envolvidos (o Ministério dos Transportes e o Ministério das Finanças) e os novos Accionistas da TAAG (ENNA, IGAPE e FSST), o referido Plano de Saneamento e Capitalização inclui matérias referentes ao saneamento das contas que, pelo seu impacto na posição patrimonial da TAAG, devem ser reflectidas nas contas com referência ao exercício findo a 31 de Dezembro de 2019;

<\/scr"+"ipt>"); //]]>--> justify;">Assim, não obstante o alargamento do prazo definido pelo Estado angolano na sequência do contexto criado pela pandemia da COVID-19, de Abril para Junho de 2020, para publicação das contas referentes ao exercício económico de 2019, a publicação do referido diploma posteriormente a essa data.

Ponto 3:

Dito isto, a TAAG, através do seu Conselho de Administração, rejeita qualquer tipo de insinuação ou consideração efectuada na referida publicação, a qual considera mal fundamentada e uma vez mais dolosa para a imagem da Companhia;

Convém realçar que este tipo de notícias mal preparadas, sem validação das fontes e desprovidas do espírito de informar os cidadãos, como esta, mancham o bom nome das Empresas Públicas e a imagem do país, bem como, tratando-se de sociedades anónimas (cotadas em bolsa ou não), colocam em causa o seu valor patrimonial, podendo ser alvo de processos crime, face aos impactos económicos, financeiros e de imagem, daí decorrentes.

Face ao destaque de primeira página e pág. 12 da secção de Economia, gostaríamos de obter um pedido formal de desculpas do Jornal de Angola e a publicação desta nota com um destaque equivalente, até porque, como mandam as boas práticas e deontologia do jornalismo responsável, nenhuma das entidades visadas foi contactada para qualquer comentário ou reacção, à peça publicada.

TAAG – Linhas Aéreas de Angola, “Ligando os Angolanos, Ligando-nos ao Mundo”. Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da TAAG, aos 5 de Agosto de 2020.

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