Economia

TAAG promete aumentar frequência às províncias

André dos Anjos

A TAAG - Linhas Aéreas de Angola - vai aumentar a frequência de voos para os habituais destinos domésticos e regionais, com a entrada em serviço da primeira das seis aeronaves do tipo Dash 8-400 adquiridas do Canadá, que chegou ontem a Luanda, anunciou o presidente da Comissão Executiva da empresa.

A nova coqueluche da companhia de bandeira para voos domésticos e regionais já está no país
Fotografia: Agostinho Narciso| Edições Novembro

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de recepção do “mais novo membro da frota da TAAG”, o Dash 8-400 da fabricante canadense “De Havilland of Canada Limited”, Rui Carreira disse que o novo aparelho começa a voar tão logo seja declarado o levantamento da cerca sanitária a Luanda. 

Numa primeira fase, adi-antou, o aparelho vai estar alocado às ligações com Menongue, Bié, Saurimo, Dundo e Luena, rotas em que a empresa consentia prejuízos com os Boeing 737, com taxa de ocupação de tal modo baixas que não cobriam os custos operacionais.

As novas aeronaves, cujo processo de entrega termina no próximo ano, abrem caminho à companhia aérea de bandeira para inclusão na sua estratégia comercial dos chamados voos “low cost”, caracterizados por baixos custos operacionais e, consequentemente, baixas tarifas. O director comercial da TAAG, Carlos von Hafe, estimou em 30 por cento a redução dos custos operacionais para os voos domésticos, com a injecção nas rotas inter-provinciais e regionais dos Dash 8-400.

Com 74 lugares, sendo 64 para a classe económica e 10 para a executiva, o Dash 8-400 é uma aeronave moderna, das melhores que há no mundo do tipo turbo hélice. Com a nova aquisição dos Dash 8-400, segundo o director Comercial, a TAAG habilita-se a abrir rotas como as do Uíge, Malanje, Zaire e, eventualmente, Dirico, que não se mostravam atractivas com o Boeing 737, um aparelho rápido, mas com custos operacionais elevados.

Além das rotas provinciais, referiu, os Dash 8-400 vão cobrir ligações regionais, particularmente as capitais de países próximos a Luanda. À medida que chegam ao país os Dash 8-400, a companhia vai retirar, paulatinamente, os Boeing das rotas domésticas. “Nas rotas do-mésticas, só vamos utilizar aparelhos de grande porte lá onde a taxa de ocupação justificar, como é o caso de Cabinda, para onde fazemos três voos diários e sempre cheios”, referiu.

Dentro do pacote da compra dos aparelhos, 140 milhões de dólares, a fabricante incluiu capacitação de 72 técnicos de manutenção, 42 pilotos, 36 comissários de bordo e quatro oficiais de operações de voo. O ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, lembrou que a recepção do primeiro Dash 8-400 é o corolário de uma empreitada iniciada há dois anos, a 20 de Junho de 2018.

“Na altura, encontramos um processo referente à aquisição de um lote de aeronaves deste tipo, para lançar uma iniciativa de um operador aéreo para o segmento doméstico e regional, onde o Estado emprestaria a sua caução, mas com interesses privados a conduzirem os seus destinos”, referiu.

 Analisados os dados, prosseguiu, demos conta de que haveria que se rever e reverter todo o processo, partindo para a sua reorganização, devolvendo a “César o que é de César”. “Estamos perante um facto que confirma que é possível “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, concluiu.

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