Economia

TAAG anuncia a demissão do administrador comercial

O administrador da TAAG para a área comercial, William Boulter, desvinculou-se, por "razões de saúde", da companhia à que chegou em Setembro de 2015 com uma equipa de quatro outros executivos de topo nomeados ao abrigo de um contrato de gestão com a Emirates, uma das mais importantes transportadoras aéreas do mundo.

Companhia nacional de bandeira prepara contratação do substituto de William Boulter
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro


Uma nota de imprensa da TAAG a anunciar a decisão, à qual o Jornal de Angola teve acesso, revela que a companhia está a finalizar um processo de contratação de um substituto "adequado" ou com qualificações e experiência equiparadas às de William Boulter. O contratado para a substituição assume as funções de administrador para a Área Comercial "brevemente", avança o documento que tece rasgados elogios a William Boulter, atribuindo-lhe "um serviço inestimável à TAAG" e a responsabilidade pelo desenvolvimento do conceito de 'hub' - plataforma ou centro de conexões - na indústria da aviação civil angolana.
William Boulter e dois outros executivos indicados pela Emirates, Patrick Rotsaert e Vipula Gunetilleka, permaneceram na TAAG depois da Emirates rescindir, ficando na comisssão de gestão que substituiu ao conselho de administraçao desfeito com a saída da companhia oriental, para, depois, ser confirmado neste último órgão por nomeação do Presidente da República, em Dezembro.

Redução das tarifas
A decisão de William Boulter se afastar coincide com a introdução pela TAAG, a partir de hoje, de uma nova política de gestão de reservas e emissão de bilhetes de passagem que permitirá descontos de dez a 20 por cento.
Uma nota da companhia indica que os descontos de dez por cento recaem sobre as reservas em cabine de executiva e económica feitas nos sete dias anteriores à viagem, enquanto os 20 por cento são aplicados aos bilhetes de passagem na cabine da classe económica reservados  com 14 dias de antecedência. No começo do mês, a TAAG anunciou que acabava de realizar um estudo das políticas tarifárias aplicadas na sua rede doméstica, rotas para as quais decidiu aprovar a introdução de um mecanismo de gestão de “tarifas variáveis” na emissão de bilhetes de passagem.
A medida foi tomada pelo conselho de administração da TAAG e é aplicada em todas as rotas domésticas da companhia, à excepção de Cabinda, que já beneficia de uma tarifa especial aprovada pelo governo, estando relacionada com o abandono da indexação das tarifas ao dólar, susceptível de adopção depois do Banco Nacional de Angola (BNA) ter introduzido um regime cambial que permite a flutuação do kwanza.
Depois da reforma cambial, acentuaram-se as disparidades que levam a que uma tarifa doméstica, como a de 88 mil kwanzas para o Lubango, seja mais alta que a de um destino regional como Windhoek, de algo mais de 60 mil.

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