Economia

Taxa de electrificação do país sobe para cerca de 50 por cento

Ana Paulo

A taxa de electrificação do país, calculada actualmente em 35 por cento, deve passar para 50 por cento até 2022, altura em que se espera que a capacidade de produção de energia atinja um incremento de 150 por cento, passando dos actuais 3.334 Megawatts para 7.500 Megawatts, 500 dos quais a partir de energias novas e renováveis, anunciou ontem, em Luanda, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Ministro da Energia, quando falava dos desafios do sector a empresários franceses
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O crescimento esperado no sector, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, de acordo com o ministro, deve culminar com  mais de um milhão de novos clientes, à razão de 200 mil por ano, ao longo de todo o território nacional, com ênfase para as sedes de província, particularmente nas áreas urbanas e periurbanas.
Intervindo no encontro promovido pela Embaixada da França em Angola sobre  energia, água e desenvolvimento urbano, João Baptista Borges  apresentou as linhas gerais do desenvolvimento do sector para o próximo quinquénio.
Nos últimos anos, explicou, o país tem-se multiplicado em esforços para aumentar a  capacidade  de produção de energia eléctrica, tendo em conta o crescimento demográfico, particularmente em  Luanda, que  conta com cerca de nove milhões de habitantes.
João Baptista Borges reconheceu que  o défice de energia eléctrica  no país tem estado  a condicionar o desenvolvimento social e dos sectores da actividade económica, em particular o da produção industrial.
Para inverter a situação, disse, foram erguidos  nos últimos anos vários empreendimentos no domínio da hidroeletricidade e da utilização do gás para a produção de energia.
Outra preocupação do Ministério da Energia e Águas, de acordo com o ministro, prende-se com a sustentabilidade  do sector, tendo em vista o fortalecimento do papel das instituições que intervêm no sector, a começar pelas empresas públicas que têm a responsabilidade de prestarem serviços de qualidade.
Apesar das limitações na produção, afirmou, é preocupação do Ministério maximizar o acesso à electricidade, orientando as capacidades de investimento para zonas onde já é  possível um fornecimento de qualidade.
A eficiência, a sustentabilidade e a qualidade no fornecimento são outros objectivos perseguidos pelo Ministério de Energia e Águas, que insiste na necessidade da participação do sector privado nos investimentos de energia.

Cooperação

O embaixador da França em Angola, Sylvan Itté,  encorajou as autoridades angolanas a continuarem  com a troca de experiencias, no segmento das reformas em curso no país.
O diplomata alertou, no entanto, que  "não são apenas os embaixadores que devem aconselhar os investidores  franceses a virem em Angola,  pois um ambiente de negócio,  baseado em garantias reais, pode convence-los ainda mais", sublinhou.
Sobre as visitas do ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Jean - Yves le Drian a Angola e do Presidente da República de Angola, João Gonçalves Lourenço, a França, efectuadas recentemente,  o embaixador afirmou que as iniciativas conduziram à assinatura de novos acordos entre os dois países, nos sectores da agricultura, turismo e no domínio aéreo.
Sylvan Itté falava no encontro sobre energia e água promovido pela Embaixada da França em Angola, que juntou mais de 20 empresas e grupos franceses dos sectores  das águas e energia  e  governantes angolanos.
Foram apresentados no encontro propostas, soluções técnicas e financeiras do sector da energia e água, que podem ajudar o país  a aumentar  mais ainda a capacidade de fornecimento  de energia e água à população.

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