Economia

Toneladas de trigo apodrecem no Bié

Cinquenta toneladas de trigo apodreceram nas comunas de Cachingues, Mumbuwe, Soma-Kwanza, Mutumbo e Malengue, município do Chitembro, província do Bié, por falta de meios de transporte, disse , na cidade do Lobito, o administrador da empresa de Cereais de Angola (Cerangola), Ecumbi David.

Trigo deteriorado por falta de meios de escoamento
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro


“A falta de mercado e de meios para transportar a produção de trigo estão na base da deterioração de mais de 50 toneladas de trigo no Chitembo, situação que está a levar os mais de 150 camponeses das comunas de Cachingues, Mumbuwe, Soma-Kwanza, Mutumbo e Malengue a ponderar o abandono da actividade”, alertou.
Questionado sobre o motivo da paralisação da Cerangola, o gestor atribui a situação à conjuntura económica que o país atravessa, que impossibilita a aquisição de divisas para a compra de matéria-prima no estrangeiro. “Por exemplo, essas 50 toneladas são insuficientes para cobrir meio-dia de trabalho de uma fábrica de farinha da Cerangola”, realçou.
A empresa espera pela estabilização macroeconómica do país, para relançar a produção e empregar 450 operários, que devem cobrir três turnos de trabalho ininterruptos, excepto  domingo. Os pequenos e médios produtores de trigo devem estar associados em cooperativas, para desenvolver a produção, defendeu o administrador da empresa de Cereais de Angola, Ecumbi David. O gestor admitiu, disse à Angop, que a criação de cooperativas é uma via sustentável para que os pequenos e médios agricultores consigam abastecer o mercado nacional.

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