Economia

Turismo gerou mais de três mil empregos

Domingos Mucuta|Lubango

O sector do Turismo gerou, no ano passado, 3.327 empregos directos, como resultado de investimentos em novos empreendimentos hoteleiros e turísticos no país, anunciou ontem, no Lubango, a ministra Ângela Bragança.

Sector do Turismo gerou, no ano passado, três mil 327 novos empregos directos
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

A titular do pelouro revelou estes dados na abertura da 1ª Conferência sobre Turismo como factor impulsionador de desenvolvimento económico e social, promovida pela Faculdade de Economia da Universidade Mandume ya Ndemofayo.
A ministra do Turismo adiantou que 12,4 por cento dos novos postos de trabalho foram gerados na província da Huíla, onde existem 1.056 empreendimentos hoteleiros e turísticos.“Se atendermos a variável do emprego que é directamente produzido para actividade turística no país, facilmente se afere o grande contributo do sector na estabilidade social e no bem-estar das famílias, não obstante a situação económica e financeira que Angola vive”, declarou.
Ângela Bragança informou, citando o Instituto Nacional de Estatística, que a contribuição dos serviços de alojamento, restaurantes e similares para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 826,6 mil milhões de kwanzas, equivalente a 3,2 por cento do conjunto das actividades económicas apuradas.
“Embora os números não distingam as receitas turísticas das não turísticas, é assinalável o potencial económico do nosso sector. O turismo deve aproveitar a sua capacidade para reforçar a sua quota no Produto Interno Produto”, disse.
A governante acrescentou que a actividade turística é caracterizada, em grande medida, por micro e pequenas unidades produtivas com prestações bastante fragmentadas, sem a exigência de elevados recursos financeiros, multiplicando o rendimento das famílias, das empresas e dos Estados.
“Esta particularidade faz com que o turismo esteja melhor colocado para aliviar a pobreza em relação aos outros sectores, pois permite alcançar desempenho económico e melhor distribuição da riqueza, ao transferir mais facilmente o rendimento para os mais pobres”, afirmou.
Alertou que o défice significativo de produção nacional faz com que os operadores do sector recorram reiteradas vezes à importação para a exploração e gestão da actividade, inclusive para aquisição de bens e serviços elementares.
Esta situação, notou, tem gerado uma procura inusitada por divisas e, pior ainda, contribui para a manutenção dos empregos nos países exportadores, em detrimento da força de trabalho local, constituída por milhões de jovens em situação de vulnerabilidade social.
“Os efeitos indirectos e induzidos que resultariam das aquisições dos 7 600 empreendimentos hoteleiros e similares existentes no país beneficiam outras economias, também por força da importação de bens e contratações de diferentes serviços”, disse a ministra.

Prioridade do Executivo

Ângela Bragança disse que, ao incluir o turismo no conjunto dos sectores estratégicos e prioritários, o Executivo demonstra claramente a importância e a vocação da actividade turística na província da Huíla e no país.
A ministra do Turismo lembrou que, por via do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), associado ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC), o Governo definiu o triângulo formado pelas províncias do Namibe, Huíla e Cunene como uma das seis regiões prioritárias para o investimento em pólos de hotelaria, turismo e lazer, algo que beneficia a população local.

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