Economia

Vinhos dominam compras na Itália

Ana Paulo

Mais de 80 por cento das exportações angolanas da Itália são, ao longo dos últimos dois anos, constituídas por vinhos e espumantes, uma tendência que teve o seu pico em 2018, embora dê sinais de abrandamento na parte final do ano em curso.

Embaixador da Itália é optimista quanto ao crescimento das trocas
Fotografia: DR

A informação foi avançada ao Jornal de Angola pelo representante comercial da importadora NBM Trading Consulting, Maurizio Castellana, que atribuiu a retracção das importações angolanas de vinhos a problemas de pagamento das facturas de importação e à redução do consumo causada pela diminuição do poder de compra no país.

Maurizio Castellana indicou que, diante da retracção, a estratégia da importadora de capitais italianos implantada em Angola NBM Trading Consulting é estabilizar a procura ou o grau de consumo e elevá-la, na medida em que o mercado cambial estiver estabilizado.
O importador considerou que a composição das vendas italianas fazem jus ao facto de aquele país ser o primeiro produtor mundial de vinho, com 19 por cento da produção global, o que representa 50 milhões de hectolitros ou 70 milhões de garrafas por ano.
Maurizio Castellana afirmou que a qualidade do vinho italiano está a ser reconhecida por um número crescente de consumidores angolanos, graças às relações culturais entre os dois países, com destaque para a “Semana da Cozinha Italiana no Mundo”, promovida anualmente pela Embaixada da Itália em Angola.
As importações angolanas da Itália também são constituídas, em grande medida, por produtos tecnológicos daquele país como purificadores de água por osmose da marca Aquanova e sistemas de acumulação de energia eléctrica e produção fotovoltaica da marca Aton, afirmou Maurizio Castellana.
Em declarações ao Jornal de Angola, no âmbito da 3ª Semana da Gastronomia Italiana, de 18 a 23 de Novembro, o embaixador em Angola, Cláudio Miscia, anunciou que outras metas residem na aposta nos sectores agrícola e das rochas ornamentais.
Isso é incentivado, neste momento, pela exportação de maquinaria agrícola e de materiais para lapidação de pedras ornamentais.
O diplomata manifestou-se satisfeito com a evolução das relações comerciais, sociais, culturais e políticas entre os dois países, que teve a expressão mais alta na vinda a Angola do Presidente da Itália, Sergio Matterella, em Fevereiro último.
Naquela ocasião, lembrou o embaixador, foi assinado um acordo entre o Fundo Soberano Italiano e o Ministério das Finanças, com o objectivo de colocar no mercado angolano um montante de 300 milhões de dólares, à disposição de projectos nacionais.

 

 

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