Economia

Volume de transacções com sólido crescimento

O volume de transacções realizadas na Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA) atingiu, de Janeiro a Outubro último, 320 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 80 mil milhões em relação ao do ano passado, disse ontem, em Luanda, o presidente da Comissão de Mercado de Capitais (CMC).

O volume de transacções realizadas na Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA) atingiu, de Janeiro a Outubro último, 320 mil milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 80 mil milhões em relação ao do ano passado, disse ontem, em Luanda, o
Fotografia: Bolsa de Valores


Mário Gavião, que falava na cerimónia de abertura do segundo  Fórum de Mercado de Capitais, que  junta os principais “players” do mercado  angolano, referiu  que o número de operadores na Bolsa passou de quatro (2016) para nove em 2017.
Outro indicador positivo apontado pelo gestor da CMC é o registo de mais de  três mil  contas  individuais  abertas  na  Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA).
Os organismos de  investimentos colectivos, disse Mário  Gavião, registam igualmente um crescimento bastante interessante, tendo como  projecções 180 mil milhões de  kwanzas em activos  líquidos pelas sociedades de organismos de investimentos  colectivos  e  sociedades de investimentos até ao primeiro trimestre do próximo ano.
Quanto a infra-estruturas tecnológicas, Mário  Gavião assegurou aos actuais operadores e futuros que pretendam  entrar  no mercado que a BODIVA está  “perfeitamente”  preparada  para  receber as negociações e pós negociação de acções e obrigações.
Em relação ao quadro legislativo,  explicou Mário  Gavião, as condições estão criadas para o surgimento de novos operadores, quer no mercado  de dívida  corporativa, quer no mercado de acções. “Temos as condições criadas para o arranque  efectivo do mercado de acções em Angola”,  assegurou Mário  Gavião durante a sua intervenção que marcou o  acto de abertura do fórum que  encerra neste mesmo dia. O  quadro legal  de suporte do mercado de capitais  assenta em dois grandes diplomas  legais, a  Lei de Bases das Instituições  Financeiras  (LBIF)  e o Código  de Valores  Mobiliários,  publicado em  Agosto de 2015.
 Enquanto isso, outros  diplomas legais e regulamentares  têm sido desenvolvidos  para  regular  determinados  instrumentos  financeiros  e veículos  de  financiamento  específicos.
Este  segundo Fórum da Comissão de Mercado de Capitais 2017 faz parte da estratégia de  promoção  do mercado de capitais e é pretensão desta instituição  fazer  com que os  operadores  do mercado  e todas  as partes  interessadas  assumam  a organização  deste tipo de encontros para  a discussão sobre os melhores  mecanismos  de  financiamento da actividade das empresas.
O caminho das  privatizações,  a abertura do capital,  contabilidade e relato  financeiro das empresas em Angola no mercado de acções, a dinamização  do mercado de acções, são entre outros temas agendados para este encontro.
A vice-presidente  da Comissão do Mercado de Valores  Mobiliários (CMVM)  de Portugal,  Filomena Oliveira, é  uma das convidadas presente neste fórum.
No período homólogo de 2016, o volume de transacções na bolsa angolana atingiu os 200 mil milhões de kwanzas, desempenho que satisfaz os agentes impulsionadores do mercado de capitais no país.
O número de negócios realizados no mercado secundário de dívida pública ascendeu a 158 em Setembro, menos 30 por cento, face aos 229 do mês anterior, revela o relatório mensal da BODIVA. O documento mostra que no mês de Setembro, as operações em bolsa ascenderam a cerca de 50 mil milhões de kwanzas, menos 20,39 por cento, face ao mês de Agosto. Ainda assim, em termos acumulados, de Janeiro a Setembro, a BODIVA já movimentou títulos no valor de 266,1 mil milhões de kwanzas, o que representa mais do dobro (116 por cento) em relação ao mesmo período do ano passado.
Agosto permanece como o período do ano com maior volume de negócios, cerca de 62,3 mil milhões de kwanzas. A evolução até Setembro traduz um claro desenvolvimento deste mercado, fruto de um crescente interesse por parte dos investidores, associado a campanhas de maior esclarecimento que a BODIVA vem desenvolvendo.
Pelo sistema de “order drivers”, em ambiente multilateral, foram negociados   77 por cento dos títulos de dívida pública do mês, avaliados em 29,2 mil milhões de kwanzas, pouco mais da metade do total.

 

  Processadoras de pescado habilitadas a concorrer no mercado

Trinta mulheres processadoras de pescados no município do Tombwa, Namibe, participam desde quarta-feira até amanhã, numa acção formativa sobre as boas práticas de tratamento do peixe promovida pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
Durante quatro dias de formação, as mulheres processadoras vão abordar temas ligados ao tratamento, salga e secagem de pescado, avaliação e comercialização.
Em declarações à Angop, o especialista em desenvolvimento comunitário Cornélio Bento afirmou que a acção formativa vai dotar as mulheres processadoras de pescado de técnicas modernas que vão conferir maior qualidade ao peixe.
“Nesta formação vamos falar de algumas práticas do tratamento dos produtos da pesca como a higiene, que visam dar melhor qualidade à prática artesanal e, com isso, tornar a oferta mais atractiva e competitiva, habilitando-a a uma comercializado a preços de concorrência”, disse Cornélio Bento.
O responsável notou que o tratamento de pescado nas áreas rurais e em precárias condições de higiene constitui um problema ambiental, criando resíduos que, em grande escala, acumulam-se em praias, constituindo um atentado à saúde pública.
A acção formativa culmina com a criação de um núcleo que terá a missão de mobilizar e sensibilizar as processadoras sobre as boas práticas de tratamento de pescado.

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