Economia

Voz do cidadão: Governo ajuda a proteger a produção nacional

Alberto Quiluta

A produção nacional diversificada é essencial para se relançar o crescimento económico, com vista a assegurar uma vida melhor aos cidadãos. O “Voz do Cidadão” foi à rua para saber o que os consumidores pensam sobre a decisão de restrição sobre a importação de bens essenciais.

Ana Jurema, funcionária pública : "Que é uma medida satisfatória, com a abertura da produção nacional em todo território"
Fotografia: DR

Para Ana Jurema, funcionária pública, foi uma medida satisfatória, pois vem garantir a sustentabilidade das famílias angolanas e de igual modo reduzir o índice elevado de desemprego. “A medida do Governo é bem acertada, visto que reduzirá de forma significativa a concorrência com relação aos produtos importados”.

Para ela, a falta de financiamento nos projectos constitui a maior condicionante no crescimento da produção nacional. “É importante realçar que a água é um dos recursos indispensáveis para o desenvolvimento”, acrescentou.
Já na opinião de Francisco Luís Arsénio, o contexto é importante. Considera a medida insuficiente, pois outros factores complementares acabam por ser determinante para o seu sucesso. “Quando ela é apresentada isoladamente e separada da produtividade”no seu sentido mais alargado, pode reduzir o seu impacto positivo..

Neste quadro de referências, o conceito de “produtividade” se torna essencialmente dinâmico e desenvolvimentista, porque implica na criação de valores novos e adicionais, que aumentam os recursos globais da nação e, assim, contribuem para o bem-estar da população, enquanto a medida do “custo social” pelo qual os novos empreendimentos têm sido criados é fundamental, devido à escassez generalizada dos recursos produtivos preciosos (capital e mão-de-obra qualificada) nos países subdesenvolvidos.

Para a funcionária pública Betânia Cadete, de certa forma esta medida que o Governo está a implementar concernente ao incentivo à produção nacional vai ajudar muito na redução dos custos com as importações de bens facilmente produzidos internamente .
Considerou que uma vez que temos um país ainda por explorar relativamente ao que pode oferecer do campo, há toda a necessidade de se virar todo o exercício na exploração do que a nossa terra pode oferecer, pois, só ganhamos todos nós e ainda permitir que se criem oportunidades de emprego.
“Nestes contextos, deve-se criar projectos estruturantes com parceria de bancos comerciais e para financiamentos”.
Realçou que o Governo deve voltar a dar vida por meio de investidores aos nossos gigantes que existiam antigamente. “Refiro-me às grandes fábricas, indústrias transformadoras e campos agrícolas.

Ela não colocou de parte os recursos hídricos para que se tenha uma agricultura bastante florescente. “Com certeza que a água faz muita falta para o desenvolvimento”. Justificou que, “além de ser um bem preciso também é crucial para qualquer sector de produção”.
Não esqueceu nesta cadeia, os pequenos e grandes investidores pois, sustentou, estes devem ser chamados a darem o seu apoio para catapultar o crescimento e dinamizar as indústrias, já que o país tem muitas que precisam de voltar a funcionar na sua plenitude e contribuir na geração de empregos.
Betânia Cadete acrescentou que se deve ter atenção às responsabilidades que se vão tomando. É importante que acções positivas e que reúnam consenso sejam efectivamente materializadas. E esta é uma delas, dada às garantias resultantes em prol da satisfação individual e colectiva. “Queremos que a nivel das oportunidades se possam encontrar as soluções que muito se esperam. “Acredito que com esta abertura o Governo estaria sim a proteger a produção nacional”.

Já o especialista em Administração Pública, Alberto Canzau, sublinhou que, com a queda do petróleo no mercado internacional, é tempo de apostarmos na produção nacional, porque não faz sentido o país começar a importar produtos básicos enquanto temos uma terra fértil para agricultura e não só.
Disse que é preciso o Estado criar condições para a resolução dos muitos problemas, com destaque na reparação das vias de transportes, principalmente, terrestre para facilitar o escoamento dos produtos do campo para a cidade. O fornecimento da energia eléctrica também é fundamental, assim como a criação de políticas de incentivo aos pequenos empresários nos diversos sectores.
“Entretanto, nas condições actuais e diante do vulto e da complexidade dos problemas dos países em desenvolvimento, um empreendimento económico e sua contribuição à elevação da produtividade da nação não podem ser avaliados somente em termos monetários ou sob o ângulo da relação de produção.”

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