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Gustavo da Conceição: “Tóquio vai confirmar a descida iniciada no Rio de Janeiro”

Gustavo da Conceição, presidente do Comité Olímpico Angolano (COA) e líder da Comissão de Gestão “ad-hoc” da Federação de Basquetebol, aceitou conceder entrevista ao Jornal de Angola, sem se resguardar em respostas evasivas a questões mais delicadas. Reconhece a existência de dificuldades conjunturais, mas reclama maior assertividade nas grandes decisões políticas atinentes ao fenómeno desportivo. Sem hesitar, afasta qualquer responsabilidade do órgão que dirige na aposta das entidades governamentais, pois, no seu entendimento, está “voltada para infra-estruturas de algumas modalidades”, não podendo ser equiparada a um verdadeiro investimento no desporto, apoiado em bases científicas, de que seguramente resultaria maior e mais profícua amostra de praticantes. De permeio, deu a conhecer os números que suportam a gestão do COA, em termos financeiros, bem como a sua proveniência. Deixou assim uma perspectiva pouco optimista, mas realista, de satisfazer com serviços mínimos a demanda olímpica, em função dos parcos recursos disponíveis

Um casal cúmplice no amor que nutre pela história de Angola

Há mais de 40 anos a estudar a África Ocidental, o historiador norte-americano John Thornton acaba de apresentar o seu livro referência, no qual compulsa tudo quanto andou a pesquisar. Com uma vasta obra sobre Angola e sobre algumas das suas figuras mais emblemáticas, o investigador prepara uma colectânea de cartas do rei do Kongo, Mvemba a Nzinga, depois da biografia de Kimpa Vita. Em entrevista ao Jornal de Angola, o professor da Universidade de Boston revela o amor que tem pela história de Angola e a cumplicidade com a sua esposa, a também historiadora Linda Heywood, que escreveu uma biografia da rainha Nzinga. “Conhecemo-nos no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, em 1978. O nosso namoro consistiu em grande parte na leitura e discussão da história de Angola”, diz.

Francisco Queiroz : “O 27 de Maio foi uma sucessão de erros políticos históricos lamentáveis”

Há 43 anos acontecia em Angola uma purga precipitada por acontecimentos políticos e ideológicos do regime do MPLA, que proclamou a Independência do país a 11 de Novembro de 1975. Morreu muita gente vítima da perseguição política do regime e, também, da acção de insurgentes contra o poder político estabelecido. O ministro Francisco Queiroz esclarece, ao Jornal de Angola, que os crimes cometidos nos acontecimentos que ficaram conhecidos como “fraccionismo” foram amnistiados ao longo dos anos de governação.

Bruno Kambundo: “As pandemias provocam transformações sociais e culturais”

O historiador Bruno Júlio Kambundo garantiu, ontem, em exclusivo,ao Jornal de Angola, que os hábitos dos povos podem acelerar ou não a propagação da pandemia da Covid-19, fazendo com que, além do confinamento, o uso de máscaras em locais públicos e observação de outras medidas de biossegurança sejam uma necessidade. O mestre em Ensino de História de África disse que o facto de vivermos num mundo onde a interculturalidade é um facto, faz com que haja necessidade de dialogar

Teodolinda Coelho : “As relações entre os Estados nem sempre são baseadas em factores histórico-culturais”

Teodolinda Rodrigues Coelho, Embaixadora de Angola na Áustria (representação diplomática que também responde pelos interesses dos angolanos na Eslováquia, Eslovénia e Croácia), considera importante reforçar a cooperação naqueles países da União Europeia. Para além da diplomacia económica, a missão em Viena, capital da Áustria, tem a responsabilidade de lidar com várias instituições bilaterais que estão sediadas naquela cidade, como é o caso da OPEP. Até ao momento, não foram registados casos de covid-19 no seio da comunidade angolana registada na Áustria, Eslováquia, Eslovénia e Croácia

Belchior da Silva: "Temos de deixar de enviar amostras para laboratórios de outros países”

A vida militar, onde andou durante 35 anos, já o encontrou como professor universitário. Formado na Universidade Agostinho Neto, especializou-se em Inglaterra, terminou o mestrado na Alemanha e prepara-se para concluir o doutoramento em Saúde Pública. Só com o Estado de Emergência e a requisição civil dos quadros do sector foi chamado a participar no combate à Covid-19. Belchior da Silva, agora dedicado apenas à academia (reformou-se das FAA, em 2019), defende que é impossível travar o mercado informal. E acredita que o país, que já enfrentou diversas epidemias, deve encarar o novo coronavírus como um sério aviso: é urgente olhar para os cuidados primários de saúde com maior seriedade

Carlos Manuel: " O nosso país não dispõe de possibilidades económicas para realizar testes em massa”

Carlos Mariano Manuel é professor catedrático há 23 anos e médico patologista. Lecciona na Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, depois de já o ter feito na Faculdade de Medicina da Universidade de Humboldt, Berlim, Alemanha, a mais antiga da capital alemã. Nesta entrevista ao Jornal de Angola, entre outros assuntos, fala da abordagem do país à pandemia da Covid-19. “As medidas de confinamento, apesar de asfixiarem a economia, são indispensáveis para impedir a erupção massiva da pandemia na sociedade”, explica.

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