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“Na escola chamavam-me fantasma”

No dia em que foi eleita, declarou que vai trabalhar numa campanha contra a discriminação dos albinos. Como pensa desenvolver esse desejo?
Penso desenvolver esta campanha de maneira positiva e pretendo realizar palestras, para as quais gostaria imenso de ter o apoio da Associação dos Amigos Albinos de Angola e de pessoas que tenham conhecimento sobre o assunto. Se possível for, gostaria também de escrever e fazer vídeos para as redes sociais. Penso, igualmente, fazer projectos direccionados à criança, de forma a que elas possam aprender, desde cedo, sobre o albinismo e saibam que é algo normal e que não há nada de errado com o tom da pele da pessoa. Relativamente ao lema da campanha, confesso que ainda estou a maturar a ideia. Tão logo tenha, vou divulgá-lo.

Angola tem registado centenas de sismos de magnitude baixa

O mundo assinala hoje o Dia Internacional para a Redução de Desastres. O lema escolhido para este ano é “O aumento das perdas económicas causadas por mudanças climáticas.” A escolha do referido lema deve-se ao facto de, todos os anos, as catástrofes causarem um prejuízo global na ordem dos 520 mil milhões de dólares e levar milhar es de pessoas à pobreza, devido a perdas económicas provocadas por desastres naturais. Em entrevista ao Jornal de Angola, Domingos do Nascimento, director-geral do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica, disse que apesar de se encontrar numa zona tectonicamente estável, Angola regista no seu território centenas de sismos só que de magnitude baixa. Na conversa, o director do Inamet fala também de alguns serviços prestados pela instituição que dirige, bem como das dificuldades do dia-a-dia.

Modernização das FAA é um imperativo para prevenir ameaças externas

As FAA estão em reequipamento a todos os escalões do Exército, Força Aérea Nacional e Marinha de Guerra, garante o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, Egídio de Sousa Santos “Disciplina”,  em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, no dia em que as FAA completam 27 anos. O reequipamento, explicou, consiste no apetrechamento com meios técnicos e de armamento modernos que podem ser empregues em terra, no ar e no mar. O chefe do Estado-Maior General desmente que oficiais generais tenham exigido um milhão de dólares como condição para a sua passagem à reforma.

“A facilitação de vistos é das coisas maravilhosas do Executivo”

A Itália é o terceiro maior investidor mundial em África, depois da China e Emirados Árabes Unidos. O facto de, nos últimos tempos, Angola importar daquele país máquinas e equipamentos destinados ao sector produtivo e agrícola satisfaz o embaixador italiano. Na sua óptica, é fundamental promover o desenvolvimento da cooperação entre os dois Estados, numa perspectiva económica, dando ênfase à experiência das milhares de pequenas e médias empresas italianas, muitas das quais operam ou pretendem operar em Angola. Claudio Miscia destacou, numa curta visita a Edições Novembro, o facto de ter assistido à transição pacífica do poder no nosso país e deixou bem claro que, apesar de ser um elemento importante, a dívida angolana a Itália não será obstáculo ao fortalecimento das relações bilaterais

A estabilização macroeconómica deve pensar nos efeitos sociais

Alves da Rocha, que dirige o Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC), com pesquisas e publicações regulares, defende, em entrevista ao Jornal de Angola, menor protagonismo do Estado na economia, a favor do sector privado. Afirma que os empresários vão ter de fazer prova do seu empreendedorismo e que, relativamente à política económica e financeira, os gestores da política macroeconómica têm de ser pessoas competentes, que dominem a ciência económica. O especialista em Macroeconomia, licenciado há 48 anos e com dois mestrados,  elogia a iniciativa do Estado em privatizar empresas públicas e a apresentação do Plano de Desenvolvimento Nacional, embora defenda que devia ser precedida de mais auscultação e discussão.  Para ele “o Estado só se deve endividar para criar condições que promovam o crescimento económico”

“Somos poucos para uma grande Nação

D. Vicente Carlos Kiaziku (D. Vicaki), Bispo da Diocese de Mbanza Kongo, abriu as portas do Bispado ao Jornal de Angola e durante duas horas emitiu sugestões e indicou vias conducentes à saída da pobreza e ao estimular de estratégias para um ensino de qualidade. O prelado afirmou que a riqueza de um povo são os homens bem formados, pois só assim “seremos uma grande nação”. D. Vicente Carlos Kiaziku admitiu que a qualidade de ensino em Angola é muito baixa, garantindo abertura total da Igreja para, com a sua experiência, ajudar o Governo a melhorá-lo e critica o "capitalismo selvagem" que se instalou em Angola”

Morte de Agostinho Neto atrasou a pacificação de Angola

Irene Alexandra da Silva Neto é filha de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola. Em entrevista ao Jornal de Angola, diz que quase nada se fala sobre o pai. A este diário, ela fala sobre alguns momentos marcantes da vida do pai, que, se estivesse vivo, completaria hoje 96 anos, e sobre o que a família passou depois da sua morte. Irene Neto acredita que se Agostinho Neto não morresse prematuramente, o país teria sido pacificado em 1979 ou 1980 porque ele já estava a negociar com os americanos e sul-africanos e tinha iniciado contactos para dialogar com Jonas Savimbi. Irene considera a morte do pai um assunto obscuro que apenas será desvendado no futuro. A filha de Neto defende a clarificação dos factos sobre a data da fundação do MPLA e diz ser hora de reconhecer os feitos de todos os que contribuíram para a emancipação de Angola.

Portugal ambiciona relações profícuas e estreitas com Angola

Nunca a visita de um Primeiro-Ministro português a Angola foi tão mediatizada e obrigou a uma série de esclarecimentos diplomáticos de parte a parte. Há sete anos que um chefe de Governo luso não visitava Angola e há cerca de oito que um Chefe de Estado angolano não vai a Portugal. Hoje, António Costa chega a Luanda, para uma visita que considera simbólica. Em entrevista ao Jornal de Angola,
o governante português avalia o estado da cooperação e aborda outros temas na relação entre os dois países. Neste particular aspecto, António Costa é peremptório: "nunca teremos uma relação com outros países como a que temos com Angola"

"É necessário dar oportunidade aos jovens"

Luísa Damião admitiu, em entrevista a Angop, que ficou surpreendida com a sua eleição ao cargo de vice-presidente do MPLA. Entretanto, a jornalista, eleita “número dois” na hierarquia do partido no poder em Angola no último congresso extraordinário, prometeu assumir o cargo com muita responsabilidade. Como prioridade para os próximos tempos, apontou a mobilização dos militantes, sobretudo das mulheres para participarem nas eleições autárquicas, previstas para 2020.

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