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“Amo Angola assim como amo a Suíça”

Elisa Valentina da Costa Policarpo é uma jovem empreendedora de nacionalidade suíça e angolana. É filha de mãe suíça e de pai angolano. O amor pelas origens africanas levou-a a criar uma startup, ou seja uma empresa, vocacionada na comercialização e promoção de artistas das mais diferentes áreas, do continente berço da humanidade, na Europa. A Afrokaana tem a sua sede na Suíça e filiais na Áustria e Alemanha. Na sua recente estadia em Angola, Elisa Valentina da Costa Policarpo abriu-se ao caderno Fim-de-Semana, numa longa entrevista. Falou da sua trajectória de vida na Suíça e da sua experiência como prelectora na maior montra da Europa em matéria de tecnologias de informação, a Web Summit, em 2019 .

Ganga Júnior nega falência da Endiama

Nascido em 1956, José Ganga Júnior, doutorado em Economia e Gestão de Empresas pelo Instituto de Minas de São Petersburgo (Rússia), é presidente do Conselho de Administração da Endiama desde 1 de Novembro de 2017. Desde 1980 que trabalha no sector diamantífero. Quando assumiu os destinos de uma das maiores empresas do país, a situação financeira era dramática, num sector marcado pela falta de transparência e por relações tóxicas entre a Endiama, a Sodiam e operadores privados conectados com a alta política. Agora, o objectivo é transformar o país no terceiro maior produtor de diamantes do mundo

“Dezasseis províncias do país têm taxas de desnutrição extremamente elevadas”

O Banco Mundial (BM) garante que Angola está no bom caminho em algumas áreas chave do sector da Saúde, tais como imunização de crianças dos zero a um ano, mulheres gravidas que recebem o controlo pré-natal, maior uso do sistema nacional de saúde para consultas ambulatórias, fortalecimento da vigilância através da formação de epidemiologistas de campo, redução na transmissão da malária em províncias da fronteira Sul, entre outros.

“Temos falhado no ensino da língua portuguesa”

É o nome mais visível da sua geração. É o fundador do Movimento Litteragris, inspirado no Surrealismo, um movimento literário vanguardista europeu de princípios do século XX. O Litteragris propõe-se a “revolucionar” a literatura angolana com base numa visão crítica assente no estudo das teorias literárias. Em poucos anos a acção do Litteragris “contagiou” jovens dos meios universitários de várias províncias do país. Hélder Simbad é o ideólogo deste movimento. Acompanhe a entrevista que ele concedeu a este caderno

“Vamos juntar as forças para ultrapassar situações difíceis”

Figura conhecida nas lides artísticas Zeca Moreno, candidato da lista A, foi confirmado, dia 27 de Novembro do ano passado, em Luanda, como o vencedor das eleições da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC-SA), acto realizado a 23 do mesmo mês, em simultâneo em Benguela, Huambo, Cabinda e Malanje, ao totalizar 224 votos a nível nacional, derrotando o candidato da lista B, liderada por Belmiro Carlos, que somou oito votos a nível do ciclo nacional, como anunciou o presidente da Comissão Eleitoral, António de Oliveira. Agora, no comando, a ideia é corrigir as falhas registadas na anterior direcção durante o programa de acção para o quadriénio 2019-2023. Entre as acções de destaque consta a continuidade do processo de inscrição dos membros da UNAC-SA no Sistema de Segurança Social em todo o país

“A Alemanha quer mais angolanos a estudarem nas suas universidades”

O reduzido número de estudantes que concorrem a bolsas de estudo por via do Serviço Alemão de Intercâmbio Académico trouxe recentemente a Angola a responsável pelo Departamento para a África Subsaariana da instituição alemã, que dialogou com responsáveis de quatro estabelecimentos de ensino superior e com estudantes. Em Luanda e no Lubango, Gudrun Chazotte falou, detalhadamente, do sistema de ensino universitário alemão e do desejo de a Alemanha receber mais estudantes angolanos. No final da sua visita de trabalho a Angola, Gudrun Chazotte concedeu ao Jornal de Angola uma entrevista, na qual disse esperar que, na sequência da visita que efectuou, “mais angolanos se candidatem ao programa de bolsas de mestrado e de doutoramento ou decidam estudar na Alemanha por conta própria.” O Serviço Alemão de Intercâmbio Académico foi criado em 1925 e actua no financiamento de bolsas de estudo e na facilitação da cooperação académica entre universidades alemãs e estrangeiras. Anualmente, disponibiliza 120 bolsas de estudo, distribuídas por 250 programas, para mestrado, doutoramento e para pesquisa pós-doutoramento.

“Familiares dos 20 mil camponeses massacrados clamam por justiça”

O rei da Baixa de Cassanje, Dianhenga Kulaxingo, que herdou o trono do seu pai, falecido em 2006, disse, em entrevista ao Jornal de Angola, que a situação económica e social das populações agravou-se com a expulsão dos estrangeiros ilegais, cuja retirada coerciva devia, na sua opinião, ser precedida de medidas para cobrir o vazio deixado. O soberano defende o restabelecimento do Feriado Nacional, que era assinalado na data do aniversário do Massacre da Baixa de Cassanje, e a continuidade do trabalho que visa levar o “Dossier Massacre da Baixa de Cassanje” ao ordenamento jurídico português para reparações, à semelhança do que sucede com outros povos. Quanto às actividades do autoproclamado protectorado Lunda-Cookwe, o rei é contra o desmembramento do território nacional, mostrando-se mais favorável ao diálogo, atenção e efectivação de um Estatuto Especial.

“Em Portugal há muita gente cúmplice do saque a Angola”

A ex-eurodeputada Ana Gomes diz que Portugal nunca investigou os negócios da família de José Eduardo dos Santos, porque tem “gente muito poderosa”, da justiça à política, cúmplice da corrupção em Angola. Ana Gomes diz que Isabel dos Santos “não se pode queixar” da debilidade das instituições angolanas já que esta é uma “consequência do esquema da cleptocracia que foi instaurada em Angola pela família dos Santos”. Numa entrevista à Rádio Observador, em resposta às reacções de Isabel dos Santos ao arresto de bens decretado pela Justiça angolana, a antiga eurodeputada aponta falhas às autoridades portuguesas, não só na supervisão do Banco de Portugal e na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas também às autoridades de Justiça que, diz, “fecharam os olhos” ao branqueamento de capitais que foi feito em Portugal, através de várias sociedades e negócios.

“O Jazz continua parente pobre”

Quando se fala em promoção e afirmação do ritmo Jazz em Angola, um nome, em particular, dificilmente pode ficar de fora: Jerónimo Belo. Um dos mais acérrimos defensores desse género musical no país fala sobre os vários momentos do surgimento do Jazz em Angola.O promotor e crítico aborda a passagem pela televisão, os precursores do Jazz e os preconceitos à volta dos seus fazedores, bem como aponta os melhores caminhos para massificar essa manifestação artística e musical. Conhecedor do mercado, o entrevistado afirma que “o Jazz continua a ser um parente pobre” em Angola, pelo que julga necessário “democratizar o acesso à arte e a este estilo”

“Eu sou capaz de garantir estabilidade à Guiné-Bissau”

Domingos Simões Pereira, que representa o PAIGC, acredita ter as condições criadas para uma vitória na segunda volta das eleições na Guiné-Bissau, nas quais tem como concorrente Umaro Sissoco Embaló, candidato do MADEM-G15. A votação decorre no dia 29. Até lá, Domingos Pereira vai procurar manter a interacção com o povo, reafirmando-lhe o “projecto viável, capaz de voltar a reunir a Nação guineense”

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