Entrevista

Cabinda é uma província totalmente pacificada

Yara Simão| Cabinda

Mawete João Baptista disse em entrevista ao Jornal de Angola que Cabinda é um território totalmente pacificado: “a nossa província está pacificada. Nós abrimos vias do Buco Zau para Necuto, de Belize para o Alto Sunde e Maloango-Zau. Esta pacificação permite-nos dar passos fundamentais para responder às necessidades das populações”.

Governador Mawete João Baptista afirma que Angola hoje é diferente de há uma década
Fotografia: Rafael Taty| Cabinda

Mawete João Baptista disse em entrevista ao Jornal de Angola que Cabinda é um território totalmente pacificado: “a nossa província está pacificada. Nós abrimos vias do Buco Zau para Necuto, de Belize para o Alto Sunde e Maloango-Zau. Esta pacificação permite-nos dar passos fundamentais para responder às necessidades das populações”.

Jornal de Angola - Está satisfeito com o desenvolvimento da província de Cabinda?

Mawete Baptista -
Nós só ficamos satisfeitos quando as satisfações da nossa população forem concretizadas. Temos planos e programas que foram preparados para chegarmos a esta fase. Estamos a lutar contra a pobreza. Estamos a criar a base segura que nos permite desafiar o subdesenvolvimento.

JA - Pode especificar os planos e programas?

MB -
As nossas preocupações continuam no âmbito das infra-estruturas, fundamentalmente as estradas que asseguram e facilitam a circulação da nossa população. A educação é outro problema, porque precisamos de formar o homem novo, com uma consciência patriótica que garante a defesa da independência nacional.

JA - Em Cabinda há o problema do analfabetismo?

MB -
Estamos a criar todas as condições de ensino na província. Isso é o que defendemos para que o analfabetismo seja erradicado.

JA - O que falta fazer na área da saúde, sobretudo no interior da província?

MB -
Queremos que a saúde chegue a todas as famílias. Já conseguimos baixar o índice da malária e da mortalidade infantil. E com a construção de postos, centros de saúde e hospitais de grande envergadura, estamos a responder aos anseios da população que na área da saúde.

JA - Porque razão falta água em Cabinda?

MB -
Não se pode falar de saúde sem que haja água potável. O país fez o balanço da situação que envolve a população e o consumo de água potável. Estou a falar do Programa Água para Todos. Todas as províncias têm os meios financeiros e técnicos para que as populações tenham acesso à água. Em Cabinda queremos diminuir a carência da água em várias zonas através de furos, com a captação, tratamento e distribuição da água para o consumo, que na cidade é um problema sério.

JA - O que está a ser feito para ultrapassar o problema da energia na província?

MB -
No que diz respeito à energia eléctrica, doméstica ou industrial, estão a ser conjugados esforços para que o problema seja definitivamente ultrapassado. As turbinas que foram montadas no Malembo, já começaram a funcionar.

JA - Este projecto vai beneficiar outros municípios ou só a cidade de Cabinda?

MB -
O programa vai ter continuidade nos municípios de Buco Zau e Belize, de acordo com o Ministério da Energia e Águas. O que pretendemos é que as populações tenham acesso à energia eléctrica como factor de desenvolvimento.

JA - O que está feito no domínio das  infra-estruturas?

MB -
No que diz respeito às infra-estruturas económicas e sociais o que está a ser feito, tanto na cidade de Cabinda como no interior, apostamos na requalificação das áreas urbanas.

JA - Há falta de infra-estruturas de ensino superior aqui na província?

MB -
Na educação temos problemas de infra-estruturas para o ensino superior, mas estamos a fazer tudo para dotar a província de instalações para o ensino superior e dar aos nossos jovens a oportunidade de estudarem na província em todos os graus de ensino.

JA - Como está a ser resolvido o problema da habitação?

MB -
Estamos a fazer um esforço grande no campo da habitação. Com base num estudo feito pelos secretários e vice governadores junto das populações fizemos o levantamento das necessidades da província. O estudo permitiu-nos traçar um programa de habitação social que foi aprovado pelo Conselho de Ministro e já está a surtir efeitos.

JA - Como caracteriza o desenvolvimento em Angola nesta década de paz?

MB -
Com o alcance da paz já podemos dizer que o caminho está aberto. A Angola de hoje, não é o que era há dez anos. O que está a ser feito no país é algo extraordinário em África. Estamos a dirigir positivamente Angola no meio de uma crise internacional e os índices económicos são positivos. O nível de pobreza baixou consideravelmente, estamos no bom caminho.

JA - Os serviços básicos chegaram às populações do interior da província?

MB -
Estamos em toda a província, até nos pontos mais recônditos. Hoje rasgamos vias até ao coração do Maiombe e estamos a construir casas para a nossa população mais necessitada.

JA - Quem são os primeiros beneficiários dos projectos habitacionais em curso?

MB -
A prioridade vai para as famílias que por razões de força maior tiveram de abandonar as aldeias. Depois são beneficiados os nossos jovens que foram enganados com faltas promessas.

JA – A paz chegou a Cabinda para ficar?

MB -
A nossa província está pacificada. Nós rasgamos a estrada do Buco Zau para Necuto. De Belize para o Alto Sunde e Maloango-Zau. A pacificação permite-nos dar passos fundamentais no sentido de responder às necessidades prementes da população.

JA - Como está a campanha de reconfirmação e registo eleitoral?

MB -
Estamos a preparar todas as condições recomendadas pelo Executivo para mobilizar as populações para a actualização e primeiro registo eleitoral. A nossa população vai em massa aos postos de registo.

Tempo

Multimédia