Entrevista

“Desejo ao 1º de Agosto toda a sorte do mundo”

Antes de deixar o país, depois de nove anos de intensa actividade no futebol angolano, Zoran Maki, técnico sérvio que colocou o 1º de Agosto nos escaparates do “Desporto Rei” em África, com a presença nas meias-finais da Liga dos Clubes Campeões, recebeu o Jornal de Angola para falar da permanência no país. Conhecido como temperamental, razão de muitas expulsões do banco de suplentes, evitou abordar a saída dos rubro e negros, por considerar assunto encerrado. Mas confirmou ter sido sua iniciativa, por não ter chegado a acordo para a renovação do vínculo com o clube. Em 42 jogos, registou 21 vitórias, 17 empates, 4 derrotas, 47 golos marcados e 20 sofridos. À entrevista foi feita antes da eliminação do 1º de Agosto das Afrotaças, este ano.       

É conhecido como uma pessoa muito temperamental. Esgotou todas as possibi-lidades para continuar no
1º de Agosto?

Este assunto está encerrado. Desejo toda a sorte do mundo ao 1º de Agosto. Ao meu amigo Dragan Jovic! Desejo que o 1º de Agosto volte a entrar para a fase de grupos. Mas não é fácil. Só quem passou por isso sabe o quão difícil é a caminhada para chegar ao topo. Os clubes por onde passei em Angola estão no meu coração. Igualmente, o povo angolano, pela forma como me acolheu. Quando saí da antiga Jugoslávia, fui muito acarinhado em Portugal, outro país especial para mim.

Qual é a sua relação com Dragan Jovic, o antecessor agora substituto?

É boa. Falo com ele. Quando passávamos alguns momentos mais difíceis, falava muito com o Dragan. Quando ele chegou, em 2014, eu era o treinador do Kabuscorp. Conhecemo-nos e criámos amizade, que continua. Deu-me um testemunho muito alto, que devolvo, talvez um bocado mais alto. Chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Depois é mais complicado. Tudo depende do sorteio.

Que leva de Angola, depois destes anos ?
Levo comigo muitas coisas boas. As menos boas, algumas mágoas, vou guardar para mim. Em nove anos, consegui amadurecer e perceber algumas coisas do futebol angolano e africano. Também dei um contributo, no meu ponto de vista, bastante elevado para o futebol angolano. Fui campeão com o Kabuscorp e 1º de Agosto. Ganhei a Supertaça ao serviço do Kabuscorp. Tenho apenas uma pequena mágoa, por ter perdido a final da Taça de Angola, frente ao Bravos do Maquis. Mas cheguei muito longe na Taça Nelson Mandela, com o Sagrada Esperança. Agora, com o 1º de Agosto, não nos deixaram jogar a final.

O sucesso africano do 1º de Agosto é de alguma forma resultado da experiência acumulada à frente do Sagrada Esperança, na Taça Nelson  Mandela?
Quando cheguei ao 1º de Agosto, a fasquia estava muito elevada. Tinha sido duas vezes campeão. Mas no futebol a terceira vez é mais difícil. Não foi fácil, contrariamente ao que muita gente pensa. Tivemos um grande opositor, que foi o Petro de Luanda. Na Liga dos Campeões, foi-nos pedido para entrar na fase de grupos. O objectivo foi cumprido. Só faltou a Taça de Angola, que, infelizmente, não foi disputada. Tenho a convicção de que também ganharíamos, bem como a Supertaça com o Petro.

A época foi exigente. Como foi feita a programação?

Na é fácil programar quase 50 jogos, durante seis ou sete meses, com os jogadores em completa sobrecarga. Em quase toda a primeira volta, nem treinávamos. Só fazíamos recuperação, porque tínhamos de jogar sábado, domingo e quarta. Tivemos de viajar para a Zâmbia, Swazilândia, Congo, duas vezes para a Tunísia. Não foi nada fácil. Chegámos a ficar mais de 24 horas a viajar. Felizmente, a equipa correspondeu. Os jogadores foram verdadeiros guerreiros. Foram campeões. Como sempre disse, em primeiro lugar estão os jogadores.

Notava-se uma relação muito íntima com os jogadores. Terá sido esse um dos segredos da boa prestação?

É um dos segredos, porque hoje em dia cada jogador é um treinador em campo. Sabe interpretar o que o treinador quer. A equipa técnica foi impecável, com Ivo Traça, Filipe Nzanza, Hélder, Napoleão, Hady e Boja. Muitas vezes, não tivemos tempo suficiente para treinar. Tivemos de ver os jogos da Liga dos Clubes Campeões. Essa observação deu resultado. Deu para ver como o Esperance iria jogar em casa. Só não foi previsto o valioso ponta-de-lança vestido de preto, que viajou da Zâmbia.

Não receia que a equipa possa ressentir do prolongamento da época?
Não é fácil. Começámos a trabalhar no dia 26 de Dezembro. Os jogadores não tiveram mais de quatro dias de folga. Normalmente, é uma super carga, sem férias. É complicado. A equipa técnica terá de fazer um reajuste, para conseguir recuperar esses jogadores, que têm quase 50 jogos disputados, como nas ligas europeias. Mas é importante não esquecer que na Europa não há viagens de 24/26 horas. São quatro, cinco ou seis horas no máximo.

Se tivesse continuado, o que teria mudado na equipa?
Melhorava o ataque. Faria com que a equipa marcasse mais golos e continuasse a sofrer poucos. Ficaríamos mais maduros na Liga dos Campeões, porque é importante ter uma equipa com mais experiência. Tem jogadores já com alguns jogos internacionais. Eu também cheguei aos 38/40 jogos da Liga dos Campeões e da Taça Nelson Mandela. É uma experiência muito boa. Fiz vários jogos pelo 1º de Agosto, como adjunto de Drulovic. Depois, fiz com o Kabuscorp e, recentemente, uma caminhada muito boa, com o Sagrada Esperança. Talvez por falta de um pouco de sorte não entrámos para a fase de grupos da Taça Nelson Mandela. No último lance, o Love falhou uma grande penalidade.

Sente-se um conhecedor do futebol africano?
Sim! Perfeitamente! Jogámos com equipas de vários países. Várias regiões de África. Defrontámos três equipas que já venceram a Liga dos Campeões. Isso me permitiu ganhar um vasto conhecimento da realidade do futebol africano. Não só o angolano, onde trabalhei durante nove anos.

Vai referenciar algum jogador, para eventual transferência para o estrangeiro?

O 1º de Agosto tem excelentes jogadores. Pela campanha na Liga dos Campeões, passaram a ser muito cobiçados. Não falo apenas do onze, mas de 15, 16 jogadores. Há dois anos, ninguém conhecia, em África, por exemplo, o Tony, Dani Masunguna, Bobó, Ibukun, Geraldo e Jacques. Hoje são todos conhecidos. Quando se fala do 1º de Agosto, é com respeito. Angola está na posição 133, no ranking da FIFA, e uma equipa chegou às meias-finais. Se olharmos para a classificação, ficámos no terceiro lugar, porque fizemos mais golos que o Entente Setif.

Agora mais calmo, como analisa o que viveu na Tunísia?
É a nota triste que guardo, a maneira como fomos eliminados da meia-final da Liga dos Campeões. Foi inadmissível jogar naquelas condições na Tunísia. Depois a CAF e a FIFA não dizem nada. Já nem falo do golo mal anulado. Falo, acima de tudo, do mau ambiente criado no estádio e vocês foram testemunhas. Chegámos a temer pelas nossas vidas. Não havia condições para sairmos de lá com o apuramento.
 
Chegou a irritar os jornalistas tunisinos. O que disse?
Quando me perguntaram, na conferência de imprensa, o que achava do jogo, eu disse que não vi nenhum jogo. Vi apenas uma guerra. Sobre a actuação do árbitro, perguntei aos jornalistas se sabiam em que continente foram banidos mais árbitros por causa da corrupção. Ficaram ofendidos. Aí acabou a conferência de imprensa.

De que maneira Angola se deve posicionar diante desta realidade. Nota alguma passividade?
Acho que a Comunicação Social tem de ficar mais do lado das equipas e defender os representantes angolanos. Fizemos um protesto, mas vocês sabem que o poder de alguns países, casos da Tunísia, Egipto, Marrocos e Argélia, é muito forte, porque estão habituados a jogar sempre quartos, meias-finais e finais. O 1º de Agosto chegou agora, quando as últimas finais tinham sido em 1997, o Petro, e 1998, o 1º de Agosto, na Taça dos Vencedores das Taças. Os jornalistas têm de defender o futebol angolano, que tem toda a capacidade para sair do lugar em que se encontra. Essa campanha permitiu abrir quatro vagas para o próximo ano. Dois na Liga dos Campeões e dois na Taça Nelson Mandela. Temos de continuar nesta caminhada. Chegar à fase de grupos, au-mentar o coeficiente de An-gola e assim fazer respeitar mais o futebol angolano.

Não é estranho esse silêncio, depois do que aconteceu?
É muito esquisito. Os “lobbies” no futebol são complicados. Infelizmente Angola não tem peso na CAF, nem na FIFA. Porque, se tivesse, essa notícia seria logo uma bomba de nível mundial. Todos que viram disseram que foi uma vergonha. Mas o 1º de Agosto acabou por ser eliminado e sem possibilidade de jogar a final, frente ao Al Ahly. Vi o jogo e digo que tínhamos grandes possibilidades de ser campeões africanos. O Al Ahly não é de outro mun-do. Quem consegue eliminar o Bidvest, Zesco United, TP Mazembe e disputar, com Esperance de Tunis, tem legítimas aspirações de ganhar a Liga dos Campeões.

Ocorreu-lhe, em algum momento, instruir os jogadores no sentido de pararem o jogo?

Fui ter com o comissário, dizendo que não havia condições para se jogar. Ele disse que apenas o árbitro podia interromper o jogo. Assim continuámos. Os jogadores em sofrimento. Fui agredido pelo treinador-adjunto do Esperance. Mas em África vale tudo. Isso é impossível acontecer na Europa ou na Ásia. Foi uma vergonha para a CAF.

Faz algum sentido dizer que faltou cabeça fria aos jogadores e treinadores?

Não foi só o golo anulado. Foram as faltas que não existiram. Aos nossos jogadores, por qualquer contacto, o árbitro mostrava logo amarelo. O Esperance terá estabelecido um recorde mundial, ao cometer apenas quatro faltas, em 90 minutos, uma equipa extremamente agressiva. Por isso é que disse na conferência de imprensa que ali nem Barcelona e o Real passavam. Não é fácil para os jogadores, que também são humanos.

O desempenho dos jogadores foi ao encontro do perspectivado?

Fiquei muito orgulhoso dos nossos jogadores. Foram espectaculares. Passámos por imensas dificuldades. Andar por toda a África. Viagens e transporte. Chegámos a fazer cinco jogos em 15 dias. Compreendo a cobrança feita pela Comunicação Social, em relação aos golos. Mas nunca se falou do facto de termos sofrido apenas oito golos, em 28 jornadas. Isso faz jus à máxima segundo a qual os ataques ganham os jogos e as defesas ganham os campeonatos. A nossa defesa ganhou o campeonato, apesar de termos consentido muitos empates.

 “Quando a equipa cria sete a oito oportunidades, o problema é de finalização”

Como explica a baixa produção ofensiva da equipa?  
Talvez não marcámos muito, 47 golos. Mas era importante chegar onde chegámos, depois de 21 anos de ausência da fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões. Também não sofremos muito. Foram 20, em toda a época. Oito no Girabola e 12 nas Afrotaças. Quando uma equipa cria sete a oito oportunidades, o problema é de finalização. Mesmo nos jogos em que empatámos sem golos, tirando um ou outro em que não jogámos bem, criámos sempre sete a oito oportunidades. Só no jogo frente ao Kabuscorp é que conseguimos aproveitar pelo menos 50 por cento das oportunidades, quando marcámos cinco golos. A ansiedade e uma certa pressão exterior, sobretudo da Comunicação Social, acabam por limitar os jogadores. Felizmente, as contas são feitas no fim. Conseguimos o terceiro título consecutivo e chegar às meias-finais da Liga dos Campeões.

Em que momento teve certeza que teria sucesso na fase de grupos?
Os nossos primeiros dois jogos foram bons. Só não tivemos a estrelinha da sorte que nos acompanhou depois. Na estreia, frente ao Etoile du Sahel, fomos muito superiores. Fizemos 1-0 e depois desperdiçámos muitas oportunidades. Na Swazilândia, empatámos, mas fizemos um massacre. O adversário foi duas vezes à nossa baliza e marcou. Tivemos bola na trave e no poste. Aí surgiram as dúvidas quanto à nossa qualidade.

E qual foi o ponto de viragem na campanha que chegou a estar comprometida?

Antes, tivemos o empate na Zâmbia, num campo muito difícil. Mas o jogo mais emocionante que até agora assisti foi o da recepção ao Zesco United. Aos 91 minutos, numa partida da Liga dos Campeões, não é do Girabola, estar a perder 1-0 e, nos descontos, conseguir marcar dois golos e ganhar o jogo. Foi um impulso enorme, porque esse jogo marcou a viragem da nossa época. A seguir, fizemos um grande jogo na Tunísia, frente ao Etoile, um adversário que para mim é melhor que o Esperance, apesar de ter sido eliminado. A vitória aqui, diante do Mbabane, mesmo não jogando muito bem, confirmou a nossa passagem.

  “O clube tem as melhores condições do país”

A equipa terá acusado alguma pressão, por estar a decidir o apuramento?
É normal. Tínhamos na altura dois jogos. Um na terça-feira, que nos dava garantias de passagem para os quartos-de-final, e, no domingo, a decisão do terceiro título consecutivo, com o Cuando Cubango. Foram dois momentos de super carga psicológica. Os meus jogadores foram fantásticos. Em quatro dias, tivemos dois jogos que marcaram a época, porque se empatássemos com o Mbabane, ficaríamos eliminados, e se perdêssemos pontos diante do Cuando Cubango, não seriamos campeões.

Tiveram uma série idêntica na semana em que defrontaram o Zesco United e o Petro de Luanda.

É verdade. Como disse, um jogo histórico frente ao Zesco e um grande jogo com o Petro de Luanda, onde aparecemos perfeitamente super motivados e fizemos uma grande exibição. Aí entrámos para os quartos-de-final e, quando foi realizado o sorteio, nos calhou o pior adversário. O TP Mazembe. Fomos eliminados antes de jogar. Mas fica o orgulho, porque, neste jogo, espero estar enganado, tivemos a maior enchente de toda a competição, no Estádio 11 de Novembro. Superou a boa casa registada no CAN’2010. Foi pena ter havido aquela fatalidade. Em Lubumbashi conseguimos jogar com personalidade e eliminar um multicampeão africano. Conseguimos, depois de muitos anos, ganhar aqui o Esperance de Tunis. Só que a arbitragem, mesmo em nossa casa, procurou sempre proteger o adversário. Por isso é que não tinha medo do Esperance. Apenas das coisas estranhas, extra jogo, que infelizmente penalizaram o 1º de Agosto e o futebol angolano.

Está aberto a convites para trabalhar em Angola?

Está quase posta de parte a possibilidade de regressar para trabalhar. Como turista, estarei aqui com todo o gosto, porque deixo aqui muitos amigos e um país maravilhoso. Mas os jornalistas devem ser mais calmos e menos eufóricos. Atacar menos. Quando ganhamos dois jogos, somos os melhores de África. Se perdermos um, já não prestamos. Fui várias vezes atacado pela imprensa. Nalguns casos, faltou ética e respeito. Ultrapassaram-se limites. Depois, os resultados fizeram mudar as consciências e pediram-me desculpas. Por não ser vingativo, aceitei-as.

O título do 1º de Agosto no Girabola contou com erros da arbitragem?

Nunca falei, mas no único jogo que perdemos, no Lobito, o árbitro não marcou dois penalties a nosso favor. Isso não justificou a derrota. Defendo sempre que os desaires são meus e o sucesso dos jogadores. Não gosto de atirar as culpas aos outros. Cada treinador tem a sua filosofia.

Não é curioso o facto de um antigo ponta-de-lança gostar tanto de defender?

As boas equipas começam a ser construídas de trás. Como ponta-de-lança, já sabia. Às vezes treinamos coisas essenciais, como a marcação dentro da grande área, e os jogadores assimilam isso muito bem.

Como vê a criação de condições para o crescimento do futebol em Angola?

Conheço a realidade de muitos clubes. A direcção do 1º de Agosto está a desenvolver um trabalhar espectacular, sob a liderança do general Carlos Hendrick. O clube tem as melhores condições do país, para se trabalhar no futebol. Quase todos os jogadores querem ir para o 1º de Agosto. Digo isso com realismo. Não apenas por ter sido treinador. Muitos clubes em África não têm esse nível de organização.

Que avaliação faz do futebol praticado em Angola?  
O nível do futebol baixou em Angola. Julgo ser consequência da crise. Os clubes perderam poder financeiro, para trazer jogadores de outras nacionalidades e fazer a diferença, tornando o Girabola ainda mais competitivo, porque quando cheguei, em 2010, era muito competitivo, até 2014. Havia muitos jogadores de qualidade. O importante é os dirigentes apostarem mais na formação. O 1º de Agosto tem estado a lançar muitos jogadores da sua academia para a primeira equipa. Este ano, por exemplo, temos dois jogadores que estão sempre entre os titulares. Falo do Mário, que é titular. O Miúdo Melono está a bater a porta com muita força. Depois tem outros jogadores da academia. Futuros craques, como Dani Masunguna, Bobó, Geraldo e Ibukun.

Que relação estabeleceu com os treinadores da formação?

Muito bom relacionamento. Tivemos sempre contacto. Um tratamento fácil com Bento Valente, que é o coordenador da academia. O Jorge Humberto Chaves. Recebemos sempre indicadores de jogadores que se destacam e acabam chamados para a primeira equipa. O Melono e o Gelson foram directamente dos juniores para os seniores. Saltaram a equipa B.

Tem o apoio da família, na carreira de treinador?
Tenho uma filha já adulta, em Portugal. Acabou este ano a formação, no Porto. Os meus pais estão vivos, em Belgrado. O meu pai está algo fragilizado. Padece de alzheimer. A minha mãe está bem. Tenho um irmão que vive em Setúbal. Mais novo de mim seis anos. Eu jogava no Marítimo, quando chegou a Portugal, para não ir à guerra na antiga Jugoslávia, e ficou. Organizou a sua vida.

Portugal pode ser considerado a sua segunda pátria.
Sim. Cheguei em 1989, para jogar no Marítimo. Sai como jugoslavo, agora sou sérvio, depois da separação das repúblicas. Joguei na Croácia um ano. Tenho lá muitos amigos. Na Bósnia e em Montenegro. O futebol é mais para unir pessoas, ao contrário da política, que é madrasta.

Que mensagem deixa para os angolanos?
Angola está a mudar. Tem todas as condições para chegar ao nível de outros países. Com humildade e muito trabalho chegará lá.

PERFIL

Nome : Zoran Manoljović

Nascimento : 21 de Julho de 1962 (56 anos)

País : Jugoslávia

Carreira como treinador

2018 - Angola - 
1º de Agosto
2016 - Angola - Sagrada Esperança
2015 - Angola - Sagrada Esperança
2014 - Angola - Kabuscorp
Adjunto     
2013 - Angola - Kabuscorp
Adjunto
2012 - Angola - Kabuscorp
Adjunto
2011 - Angola -
1º de Agosto
Adjunto
2010 - Angola -
1º de Agosto
Adjunto

Tempo

Multimédia