Entrevista

José Eduardo dos Santos é inspiração para os jovens

Gabriel Bunga | Waku-Kungo

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é o modelo da juventude angolana, nesta fase histórica em que o país vive em Paz e em crescimento económico. A afirmação é do primeiro secretário nacional da JMPLA, que falava ao Jornal de Angola no município da Cela, na cidade do Waku-Kungo, sobre o dia 14 de Abril, Dia da Juventude angolana que se assinala hoje.

Secretário nacional da JMPLA
Fotografia: Jornal de Angola

Jornal de Angola - Como avalia o estado actual da juventude angolana?

Sérgio Luther Rescova Joaquim – Falar da juventude angolana hoje, numa só palavra, é falar de um grande desafio da sociedade angolana actual. Porque é uma franja social que representa uma grande maioria da população e é também uma das franjas sociais cuja actuação tem reflexo directo no dia-a-dia do país, nos mais variados domínios.


JA – O que isso significa?


SLRJ -
Significa que deve haver um engajamento mais geral da própria sociedade para que a actuação dos jovens no seu todo seja mais qualitativa e seja uma actuação mais valiosa. Dito de outro modo, temos jovens inseridos em todas as actividades que o país tem. Na política, no desporto, na cultura, na educação, no turismo e outras áreas diversas da nossa sociedade. O que significa que tem que se pautar primeiro por uma postura de civismo e de patriotismo para que os jovens possam perceber qual é o seu verdadeiro papel na sociedade. E este papel terá que ser sempre um papel convergente com aqueles que são os objectivos do Estado. Porque o jovem não está dissociado da ideia de Estado e da sociedade. Então, independentemente dos nossos anseios pessoais, no final queremos convergir todos com aquilo que são objectivos do Estado.

JA – Quais são os objectivos do Estado?


SLRJ –
Os objectivos do Estado são o bem-estar económico, social e a justiça. Acima de tudo aquilo que faz bem a todos independentemente da sua cor política e da sua filiação partidária. E aqui  há problemas que nós temos que reflectir como sendo os principais anseios da juventude. Perguntar quais são os principais anseios da juventude é importante, porque é na resposta a esta questão que deverão circunscrever as tarefas que o Estado tem para fazer por essa juventude e que são, fundamentalmente: a educação - que é um grande desafio da sociedade naquilo que tem a ver com o desenvolvimento dos jovens, porque quanto mais jovens formados nos mais variados níveis também teremos uma sociedade mais equilibrada -; a habitação, entendida como um elemento fundamental e que carece de uma intervenção de todos. E aqui devemos fazer um elogio bastante realista ao Programa Nacional da Habitação, que foi sabiamente gizado pelo Presidente da República e que como qualquer outro programa, pode ir conhecendo um ou outro constrangimento, mas está a trazer já benefícios práticos, inéditos e bastante valiosos no dia-a-dia dos jovens, não só de Luanda, mas por exemplo, as centralidades habitacionais que estão a surgir um pouco por todas as regiões de Angola.

JA - Por exemplo?


SLRJ –
Por exemplo quem conheceu a província da Lunda-Norte, a cidade Dundo, tem hoje uma nova cidade, que nunca lá houve desde que foi elevada ao estatuto de província. Vamos para Cabinda, está a surgir uma grande centralidade, em Luanda, nos mais variados pontos, estão também a surgir grandes centralidades. Todas as províncias têm programas de fomento habitacional que estão a trazer inúmeros fogos habitacionais. Naturalmente terá que ser um esforço que terá de ser contínuo, nunca vai acabar no mesmo dia.

JA - Há outras tarefas do Estado para a juventude que considera fundamentais?

SLRJ –
Sim. O principal problema da juventude e que a sociedade tem de assumir hoje é a questão do emprego. Esta é a maior preocupação da JMPLA, a promoção do crescimento de mais postos de trabalho. Entendemos que é o principal problema dos jovens, porque um jovem empregado está automaticamente habilitado a resolver outros problemas. O jovem empregado consegue ter maior facilidade de habitação, fazer a sua formação, apoiar a sua família, promover, inclusive, outras atitudes mais saudáveis para si. E isto passa por ter um posto de trabalho. E é com grande satisfação que temos de fazer aqui uma análise realista, desde 2002, até aos dias de hoje a oferta de postos de trabalho ao nível do país, fruto do processo de reconstrução nacional cresceu em mais de 80 por cento. Naturalmente que também houve um crescimento populacional e uma grande dispersão da população das áreas rurais para as áreas urbanas e naturalmente torna este esforço ainda determinante, mas o número de empregos subiu bastante e inovou a um certo tipo de experiências profissionais que hoje têm estado a se implementar em Angola e que nunca houve no passado.

JA
De que maneira o Estado angolano efectiva os direitos políticos, económicos e sociais da juventude?

SLRJ –
A efectivação dos direitos políticos numa sociedade traduz-se fundamentalmente naquilo que são os programas de governação. E o programa de governação no país tem conhecido por todos os lados uma melhoria qualitativa e quantitativa, na medida em que todos os anos são anunciados novos projectos e são implementadas novas tarefas tendentes a realização de direitos políticos, sociais e económicos. Programas relacionados com a reconstrução e construção do país. Porque se é verdade que nalguns casos estamos a reconstruir  em muitos casos, e em bom número, estamos de facto a construir coisas que não existiam. Desde já o número de institutos médios politécnicos públicos que existem hoje foram construídos de raiz, é histórico, não existia antes. E isto leva-nos a dizer o seguinte: o desenvolvimento é fruto da Paz e esta Paz trouxe a possibilidade de os direitos dos jovens conhecerem um maior âmbito para a sua efectivação. Mas todos os direitos da juventude devem ser entendidos de modo transversal, ou seja, são direitos para todos os seres humanos, que não abrangem apenas uma franja específica. Quer dizer que quando realizamos um programa para resolver problemas de adultos acabamos também por resolver problemas de jovens, crianças e adolescentes e não só. Os problemas dos jovens enquadram-se também nesta transversalidade e nessa generalidade. Todas as tarefas tendentes ao desenvolvimento de Angola vão beneficiar os jovens e com isto satisfazer os seus direitos políticos e económicos e sociais.

JA – O 14 de Abril não é consensual como dia da juventude porquê?

SLRJ –
A nossa opinião é aquela que resulta de uma deliberação de todas as organizações juvenis reunidas no Conselho Nacional da Juventude que,
como se sabe, é o órgão que representa todas as organizações juvenis de Angola e que aprovou o 14 de Abril como Dia da Juventude Angolana. A nossa postura  é de respeitar as opiniões de terceiros, mas não permitir que estas opiniões instaurem uma opinião contrária àquilo que já foi aprovado por outros. Isso deverá ser entendido no sentido de que os jovens angolanos precisam de ter uma data de referência, onde possam reflectir como o seu dia e o 14 de Abril pode muito bem cumprir com este objectivo, porque  muitos são os jovens angolanos que se revêem nessa data. Respeitamos as opiniões dos outros e deve haver respeito pela opinião contrária, mas não pode haver um sentido de questionamento de algo que foi aprovado por órgãos legítimos como o Conselho Nacional da Juventude e na base de um concurso de várias datas. E esse respeito pelas opiniões dos outros vai-se traduzir em algo que é fundamental nos jovens de hoje que é a postura de buscar consensos para nos tornarmos cada vez mais unidos porque só unidos seremos mais fortes. Perdemos algum tempo a discutir datas, não sei se com isto estamos a pautar por resolver os problemas que os jovens têm. Há coisas mais importantes que devem merecer a nossa atenção  do que estas que nos dividem e não é muito bom a postura às vezes infundada que muitas instituições querem adoptar em relação ao 14 de Abril, que é para nós uma data consensual e que tem uma justificação histórica e que nos faz reafirmar que Hoji-ya-Henda é de facto uma referência incontornável  da história de Angola e em particular dos jovens angolanos.

JA – Qual é a principal referência da juventude angolana hoje?


SLRJ –
O principal factor de referência da juventude é a figura do Presidente José Eduardo dos Santos. José Eduardo dos Santos é a figura de referência da juventude angolana, na fase actual. Porque a sua actuação inspira os jovens. Muito jovem assumiu os destinos do país, dedicou toda a sua juventude à causa do povo angolano e os jovens de hoje conhecem melhores momentos na sua vida diária fruto de uma Paz que é trabalho de todos os angolanos, mas indubitavelmente temos que destacar que teve como timoneiro, como arquitecto o engenheiro José Eduardo dos Santos. E esta Paz permitiu aos jovens continuar a sonhar e quando se perde por parte de um jovem a possibilidade  de sonhar este jovem está a matar-se internamente, porque um jovem que não sonha não prospera e a JMPLA tem um lema: JMPLA – a esperança para um futuro melhor. Essa esperança para um futuro melhor renova-se permanentemente com o espírito de pacificação e todos os benefícios da Paz que nós temos estado a ver. Temos todos de reconhecer que ainda há um longo caminho por percorrer e o desenvolvimento não se faz do dia para a noite, por isso é que os países mais desenvolvidos do mundo são os que precisam de mais dinheiro para continuarem desenvolvidos.

JA – O que tem a dizer aos que afirmam que o país não mudou em 11 anos?


SLRJ –
Há uma leitura antipatriótica de muitos cidadãos em relação a personalidade e a figura do Presidente da República, José Eduardo dos Santos. E essa leitura é antipatriótica porque o sentimento patriótico é aquele que mais poderia nos ajudar a entender tudo. Da nossa parte, é que o próprio país não pode continuar a dar ouvidos a este tipo de pessoas que têm nas frustrações pessoais a forma de estar, que têm na falta de patriotismo uma atitude permanente, que têm nas calúnias um prazer em abordar a vida dos outros e não estão interessados na causa comum de Angola que é crescer. Temos consciência das muitas insuficiências que ainda há nos mais variados domínios da nossa vida, como país, como pessoas e como instituições. Mas não estamos em condições de aceitar de pessoas que nunca fizeram nada por este país algumas críticas totalmente infundadas e que temos plenamente consciência que eles fizeram ou não fizeram nada ou fizeram o pior. E durante esse tempo todo, o Presidente José Eduardo dos Santos já deu mostras suficientes e não precisa mostrar a mais ninguém que ele é mesmo uma pessoa especial para esse povo. Só por isso também o povo angolano não tem dúvida em mais de três vezes em continuar a confiar-lhe a maioria de votos. O que significa que nós temos de começar a entender que algumas pessoas vão ser ultrapassadas pela História. Estas pessoas todas que se dão ao trabalho de não reconhecer o desempenho e o papel determinante do camarada Presidente na Angola que temos hoje e que queremos continuar a ter vão ser ultrapassadas pela História porque não nos mostraram a melhor referência e eles não estão a fazer melhor. Criticam a pessoa que mais fez neste país. O que significa que todos nós como jovens temos que entender que o nosso papel é estudar, trabalhar, ser honestos, ter uma postura cívica e respeito ao próximo e assim continuamos a lutar por um país melhor. Não é promovendo outro tipo de situações que em nada nos ajudam. Até o próprio sentido de democratização, não há democracia que não tenha como pilar a Paz e essa Paz é pressuposto fundamental para termos a democracia. E esta democracia vamos continuar a construí-la e vai depender do contributo de cada um dos cidadãos. Angola não vai ser mais ou menos democrática devido a duas ou três pessoas. Terá que ser com o trabalho de todos, só assim a democracia vai florir.

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