Entrevista

Polícia de Malange defende as liberdades

Filipe Eduardo| Malange

O novo comandante da Policia Nacional e delegado do Ministério do Interior em Malange, comissário António José Bernardo, em entrevista ao Jornal de Angola, prometeu combate cerrado à criminalidade e à imigração ilegal.

Comandante António Bernardo explicou as linhas orientadoras da sua nova missão
Fotografia: Genivaldo Fonseca

Jornal de Angola - Quais são as prioridades da Polícia Nacional em Malange?

António José Bernardo -
Vamos prestar uma atenção especial à imigração ilegal, à criminalidade e à protecção das riquezas naturais do país, à elevação das condições de trabalho e de vida de todos os efectivos, desde os chefes aos trabalhadores civis.

JA - Qual é a estratégia da Polícia Nacional para estancar a imigração ilegal?

AJB -
A imigração ilegal traz consigo outros problemas que podem pôr em causa a segurança nacional. A questão da imigração ilegal é extensiva. Todo aquele que está na ilegalidade vai ser combatido, quer seja em Malange ou na fronteira. Vamos actuar para que a legalidade seja um facto. A linha orientadora que temos é esta e vamos cumprir o nosso dever.

JA - Há soluções para o quadro actual na circulação rodoviária?

AJB -
Não há nenhuma varinha mágica para resolver este problema. Muitos jovens circulam pela cidade como moto-taxistas (kupapatas) e essa é a forma que têm para ganhar algum dinheiro. O que devemos fazer é procurar formas de trabalhar com todos os órgãos do Estado, para sensibilizar os motoqueiros de que eles podem exercer a sua actividade dentro da lei. Vamos também passar a mensagem de que eles podem realizar o seu trabalho primando pela sua própria segurança.

JA - Que informações recebeu do seu antecessor?

AJB -
Antes da minha nomeação fui chefe do Posto do Comando da Polícia Nacional, por conseguinte, eu tinha o controlo da segurança pública no país. Agora que vim para Malange, tenho muitas informações sobre a província. Todavia, vamos ter ainda reuniões separadas e o meu antecessor vai seguramente dar-me informações valiosas sobre aquelas situações que são de particular interesse para a segurança e protecção dos cidadãos.

JA - O que mais o preocupa na província de Malange?

AJB -
Malange pode não ter um índice grande de criminalidade, mas tem outros comportamentos sociais que podem alterar ou prejudicar o normal funcionamento do Estado. Refiro-me à imigração ilegal ligada ao tráfico de diamantes, seres humanos, drogas e à prostituição. A imigração ilegal vai merecer atenção especial. O desenvolvimento de actividades não permitidas pelo Estado pode também prejudicar o normal desenvolvimento do país e como tal é tarefa da Policia Nacional pôr cobro a tais situações.

JA - Recebeu outras incumbências do titular da pasta do Interior para a sua missão?

AJB -
A minha missão é trabalhar na continuidade da manutenção da ordem e da tranquilidade públicas, no asseguramento dos princípios e direitos da liberdade dos cidadãos e no respeito contínuo e permanente das instituições públicas e democráticas. É nossa missão assegurar as liberdades e as garantias dos cidadãos, os princípios democráticos e a protecção dos bens públicos e privados. É nesta base que vamos fazer a nossa gestão, contando com a participação da população e de todos os órgãos que concorrem para que os esforços do Estado sejam coroados de êxito.

JA - O que pensa sobre os limites de actuação dos agentes da corporação?

AJB -
O princípio da legalidade e da disciplina deve nortear-nos sempre. Qualquer agente da autoridade deve agir com base nos princípios da legalidade. Todos aqueles que o fizerem fora disto vão ser responsabilizados pelos seus actos.

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