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JÓ KINDANJE

Comemorou recentemente o seu 43º aniversário. Natural do Kilamba Kiaxi, Luanda, o jornalista e activista Jó Kindanje não tem livro predilecto, mas gosta de ler obras de Uanhenga Xitu e Pepetela. Lisboa é a sua cidade preferida, por ser pacata. Entretanto, se tivesse condições, passava férias a viajar pelo mundo.

Nome: Jó Kindanje.
Idade: Fiz 43 no dia 20 de Julho.
Naturalidade: Kilamba-Kiaxi.
Filiação: Garcia Simão e
Nazaré José.
Calçado: 42/43.
Ocupação: Jornalista e activista da comunicação para a cidadania e desenvolvimento.
Estado civil: Solteiro.
Filhos: 5 (Twadidy, Cijunior, Queen, Siel e Rossánio).
Sente-se realizado? Já realizei alguns sonhos. Todavia, as realizações fazem parte de um processo aberto e dinâmico que nos acompanham ao longo de toda a vida.
Tem carro próprio? Já tive 7. Nesse momento o meu único carro está avariado.
Tem casa própria? Tenho uma casa, mas não é a dos sonhos. Logo, é mais um sonho por realizar.
Como se veste de segunda a sexta-feira? Socialmente. Muitas vezes até aos sábados.
E aos fins-de-semana? Smoking, camisa e calças de ganga.
Faz uso de roupas de marca? Não gosto de marcas vistosas. Normalmente, opto pelas discretas e não tenho problemas em usar produtos genéricos. Não me auto-escravizo às marcas.
Cor preferida? Gosto de combinações de cores neutras. Cinza, preto e azul.
Qual é marca de perfume que usa? Kindanje's Cocktail. Combinação de duas marcas: SIII e Givenchy.
Acreditas em forças ocultas? Com certeza! Tenho uma memória gravada em mim que leva a crer piamente nisso. Aliás, tem sido parte de um estudo de investigação que tenho feito em torno da religião bantu angolana.
Já alguma vez foi aliciado? Todo o ser humano já foi algum dia aliciado, mas presumo que não seja nessa perspectiva que me coloca a questão. Se se refere ao aliciamento na perspectiva corrupção “institucionalizada”, acredito que também já tenha sido aliciado em nível “moderado”. Digamos, não pernicioso.
Como reagiu? Como disse. Um aliciamento não pernicioso. Hoje, eu me tenho estado a reformatar para uma mentalidade diferente. Não sei, ao certo, como reagiria a um suposto aliciamento pernicioso.
Onde passa férias? Em Angola. Passaria viajando pelo mundo, se houvesse condições.
Cidade preferida? Por incrível que pareça gosto de Lisboa, por ser uma cidade pacata.
Virtude? Várias, mas, destaco o humanismo.
Defeito: Vários, destaco a teimosia.
Livro: Não tenho um livro especial.
É ciumento? Não ao nível doentio. Escritor: Vários. Destaco apenas dois angolanos: Pepetela e Uanhenga Xitu.
Uma boa companhia: Uma pessoa conversadora, alegre e simpática. Na ausência desta, um livro e uma música.
Comida: Pratos coloridos. Como com os olhos.
Bebida: Sem álcool, sumo natural de laranja e pêra. Com álcool, cerveja nacional.
Sabe cozinhar? Sim. Cozinho muito bem.
O quê, por exemplo? Cozinho a maior parte dos pratos que fazem parte da nossa gastronomia do dia-a-dia.
Desporto: Ténis.
Clube: Nenhum.
Alguma vez mentiu? Claro. Todo o mundo já mentiu.
Já foi enganado? Claro.
Que ano que mais o marcou? Tenho anos negativamente marcantes e anos positivamente marcantes.
Porquê? Num ano nasceu o meu primeiro filho, noutro perdi o meu pai.
Deputado ou ministro qual dos cargos escolhia? Eu sou das massas. Defender o povo seria bem mais prazeroso.
Porquê? Porque o mais importante é resolver o problema do povo.
O que acha da corrupção? Um cancro que precisa de ser removido da sociedade angolana.
Homossexualidade: É uma opção sexual. Não a condeno nem aprovo. Respeito.
Poligamia: Uma opção de vida. Faz parte dos nossos traços de ancestralidade e da nossa antropologia. Não condeno, não reprovo. Respeito.

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