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John Bela aborda o percurso de Njinga Mbande

“Njinga, a Rainha Guerreira” é o título de uma palestra a ser proferida hoje, às 10h00, pelo escritor John Bela, na Casa da Cultura do Rangel “Njinga a Mbande”, para assinalar mais um aniversário da morte da soberana do Reino do Ndongo, que se comemora na segunda-feira.

Fotografia: Edições Novembro

Njinga a Mbande nasceu em 1581 e faleceu a 17 de Dezembro de 1663. Rainha do Ndongo e da Matamba, marcou a História de Angola do século XVII.
Os projectos mercantis europeus, em particular de desenvolvimento do tráfico de escravos na costa da África Austral, alteraram a paisagem política, social e cultural do reino do Ndongo e de toda a região. Foi neste contexto que Njinga Mbande cresceu e se impôs como um notável exemplo de governo feminino.
Ngola Mbande Kiluanji, rei do Ndongo, morre em 1617. O seu filho, Ngola Mbande, torna-se o novo rei. Porém, não tem o carisma do pai, nem a inteligência da irmã Njinga Mbande.
Em 1622, influenciado pelos portugueses, envia Njinga a Mbande como embaixadora a Luanda para negociar a paz com Dom João Correia De Sousa, vice-rei de Portugal. Njinga Mbande revela-se então uma negociadora e uma diplomata fora do comum.
Em 1624, Ngola Mbande morre. Njinga Mbande toma posse e torna-se rainha. Impõe-se desde logo como uma soberana de excepção.

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