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O Outro lado da Gente | Fernando Guelengue

Fernando Guelengue é Pesquisador científico, jornalista, palestrante, escritor e director do Marimba Selutu, Iº portal de notícias culturais especializado em música. Formado em Psicologia do Trabalho, o jovem empreendedor desenvolve pesquisas e organiza palestras nas áreas de comunicação, jornalismo, comportamento, cultura, música e relacionamentos interpessoais nas empresas e na sociedade.

Fotografia: Ampé Rogério

Nome: Fernando Guelengue.

Idade: 32 anos.

Calçado: 41.

Naturalidade: Kwanza-Sul.

Ocupação: Director do portal Marimba Selutu e palestrante.

Estado civil: Vivo maritalmente.

Filhos: 4.

Sonhos: Deixar um país melhor do que o que encontrei.

Sente-se realizado? Sim.

Tem carro próprio? Não.

E casa? Não.

Que importância têm as mulheres para si? Uma mulher é um tesouro que alimenta a dimensão da humanidade.

Como se veste de segunda a sexta-feira? Nada é programado. Visto-me consoante a minha actividade.

E aos fins-de-semana? Nem sempre temos fins-de-semana. A lógica é usar roupa formal sempre que necessário e informal em trabalhos de campo.

Usa roupa de marca? Uso. Marimba Selutu é uma das minhas marcas.

Cor preferida: Azul.

Qual é a marca de perfume que usa? Uso os que não me causam alergia.

Acredita em forças ocultas? Acredito.

Como reage a elas? Com a força divina. Onde há luz, tudo o que é e navega no obscuro, é evitado ou até mesmo eliminado.

Onde passa as férias? Cada lazer da minha vida é uma féria. Passo em todos os lugares especiais de Angola e de África. Assim, o investimento fica
para nós.

Cidade: Cuanza-Sul.

Virtudes: Paciência, honestidade e simplidade.

Vício: Aprender.

Ídolo: A minha avó paterna Antonica Matamba “Selutu”.

Escritor: Ribeiro Tenguna.

Livro: “A Supressão Geral dos Partidos Políticos”, de Simone Weil.

Comida: Funge de milho com molho de tomate e peixe seco.

Bebida: Kissângua.

Uma boa companhia: A minha querida e amada Maria Gonçalves.

Músico: Adão Minjy, um artista que criei e em pouco tempo tornou-se um sucesso.

Sabe cozinhar? Sei fazer o pouco que deu para aprender.

O quê por exemplo? Arroz doce, mas a minha especialidade é preparar um bom feijão. Gosto de grelhar peixe nacional como a lambula, o cacusso e
o caparau.

É ciumento? Sou. Ás vezes, a minha mulher não acredita.

Bate nas mulheres? Depois de uma vida sem ver o pai a bater na mãe, a minha resposta é não.

Desporto: Decepcionei-me com as modalidades desportivas. Não valorizam quem faz acontecer.

Clube: Os que vencem com humildade e os que perdem com sabedoria.

Alguma vez mentiu? Seria ilusão dizer que não.

Já foi enganado? Já. Seremos enganados a vida toda.

Ano que mais o marcou? 2009.

Porquê? Foi a altura em que entrei no Semanário Agora,
dirigido pelo renomado jornalista angolano e um dos meus mentores, Aguiar dos Santos.

O que acha da corrupção? É um cancro que afectou todos nós: os nossos mais velhos, irmãos, filhos e afectará os nossos netos.

E da homossexualidade? Por que é que não paramos de falar dela? Penso que é uma escolha que até agora não assimilei.

Poligamia: Quando vamos para a dimensão de povoar o nosso país ela é benéfica, mas o resultado afecta mais na gestão dos relacionamentos e dos filhos, que podem ou não ter desvios comportamentais. Na vertente da doutrina cristã, é completamente reprovável.

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