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O Outro lado da Gente | Manuel Salvador

Manuel Nhanga Borges Salvador, natural do Kilamba Kiaxi, em Luanda, linguista de profissão, dedica-se também à docência no Instituto Superior Politécnico Deolinda Rodrigues, onde desempenha o cargo de chefe da secretaria para os Assuntos Académicos e consultor do Gabinete do Director-Geral Adjunto para a Área Académica. É igualmente docente do ensino geral, pelo Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia, colocado na Direcção Municipal da Educação do Kilamba Kiaxi e no Complexo Escolar São Marcos nº 8032, onde lecciona a disciplina de Língua Portuguesa, no II ciclo do ensino secundário. Foi distinguido em 2018 com o prémio Jovem de Mérito na categoria de melhor professor da província de Luanda.

Fotografia: DR

Nome: Manuel Nhanga Borges Salvador.

Idade: 31 anos.

Calçado: nº 40.

Ocupação: Docente no ensino universitário e do ensino geral.

Estado civil: Casado.

Filhos: Sou pai de uma menina linda.

Sonhos: Criar projectos no sector da Educação, visando impactar positivamente a vida das pessoas, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis.

Sente-se realizado? Sim e não. Sim, porque sou grato ao meu bom Deus por tudo o que me deu até hoje; não, porque sinto que muito ainda tenho a dar em prol da minha bela Angola.

Tem carro próprio? Não tenho carro próprio.

E Casa? Não tenho casa própria.

Que importância têm as mulheres para si? As mulheres desempenham um papel importantíssimo na vida de qualquer sociedade. Para mim elas são aquela franja da sociedade que merecem todo o nosso apoio, amizade, companherismo, amor e carinho. Afinal, o que seria de um homem sem ter ao lado uma mulher?

Como se veste de segunda a sexta-feira? Sempre uso traje formal, com um ligeiro desconto na sexta-feira.

E aos fins-de-semana? Traje informal, salvo se for a um evento que exija o contrário.

Usa roupa de marca? Nem sempre. Para mim, basta que a roupa me fique bem. Uso sem me importar com a marca.

Cor preferida: Branco.

Qual é a marca de perfume que usa? Giorgio Black.

Acredita em forças ocultas? Sinceramente, não, talvez no mundo fictício.

Onde passa as férias? No Cantinho de Catete.

Cidade predilecta: Kuala Lampur - Malásia.

Virtudes: Honrar os compromissos.

Vícios: Trabalhar e ler.

Ídolo: Luzia Manuel Salvador, a minha mãe.

Livro: “Ecos da Minha Terra”.

Escritores: Óscar Ribas e Manuel Rui Monteiro.

Uma boa companhia: A minha esposa.

Músicos: Matias Damásio.

Comida: Funji de peito alto com kizaca.

Bebida: Sumos, água e refrigerantes.

Sabe cozinhar? Infelizmente, não.

É ciumento? Sou sim. Bastante.

Bate nas mulheres? Nunca, pois, para mim, não há nada que um bom diálogo não possa resolver.

Desporto: Futebol.

Clubes: 1º de Agosto e Barcelona.

Alguma vez mentiu? Sim, por acaso, já.

Já foi enganado? Muitas vezes.

Ano que mais o marcou? 2018.

Porquê? 2018 foi para mim um ano de suma relevância. Fui distinguido com o prémio de Melhor Professor da Província de Luanda, no âmbito do concursojovens de mérito, realizado a 22 de Dezembro de 2018. Tratou-se, sobretudo, de um reconhecimento que há muito esperava e veio a materializar-se em 2018com o aludido prémio.

O que acha da corrupção? Para a realidade angolana, a corrupção é um fenómeno que impede e perturba o crescimento económico nacional e que bloqueia o correcto funcionamento interno. Em conversas paralelas com amigos, dentro do aparelho do Estado, tenho dito que a corrupção derivou da má gestão e, sem dúvida alguma, a mágestão é das armas que mais mortes causou. Mais do que a guerra que durante anos assolou o país.

E da homossexualidade? Não sou contra o fenómeno da homossexualidade, mas confesso que ainda o encaro com grande tristeza e preocupação, embora esteja ciente de que nenhum indivíduo pode ser julgado pela sua orientação sexual. O novo Código Penal angolano já despenaliza a relação homossexual.
Poligamia: A minha educação familiar e religiosa faz com que eu me levante contra a poligamia, chegando mesmo a considerá-la um mal capaz de desestruturar as famílias. Existe poligamia quando estamos diante de casamentos múltiplos, ou seja, quando uma pessoa possui vários cônjuges. A opção pela poligamia depende do contexto cultural. Há, no entanto, culturas que aceitam, promovem e incentivam a poligamia no seio das famílias, prática reprovável na cultura angolana.

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