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O outro lado da Gente | Aridson Alfredo

Aridson André Alfredo é um jovem actor angolano que vive no Brasil há vários anos. Participou em duas novelas principais da Globo, nomeadamente “Novo Mundo” e “Sol Nascente”. Sonha tornar-se num dos melhores actores e roteiristas angolanos.

Fotografia: Arquivo do actor

Nome: Aridson André Alfredo.
Idade: 27 anos.
Data de nascimento: 09/09/1990.
Naturalidade: Calulu
Cuanza-Sul.
Estado Civil: Solteiro.
Filhos: Ainda não tenho.
Calçado
: 39.
Ocupação: Estudante, roteirista e actor.
Sonhos
: Tornar-me num dos melhores actores e roteiristas de Angola.
Sente-se realizado?  -  Não.
Tem carro próprio?
-  Não. 
E casa? - Também não.
Que importância têm as mulheres para si?  - Mulheres são tudo na minha vida. Elas estão 100%  presentes. Sem elas nada sou.
Como se veste de segunda a sexta-feira? -  Sou um jovem que procura vestir da melhor forma possível.  Já não faço, como antes, o uso de roupas de marcas.
E aos fins-de-semana? 
- Morando no Rio de Janeiro, com o sol e praia, não tem jeito. No fim-de-semana, se não tiver trabalho é praia. Ou seja, coloco um calção, uma t-shirt e havaianas. É algo bem normal aqui.
Usa roupa de marca?  - Actualmente não, mas já fiz muito uso de roupa de marca.
Cor preferida?  - As cores que me representam como africano: vermelho e preto.
Qual é a marca de perfume que usa? -  Não tenho uma marca preferida.
Acredita em forças ocultas?  - Não sei como responder a essa pergunta, mas acredito nas forças das divindades africanas, na beleza e na forças dos nossos Orixás, que são a nossa existência enquanto africanos.
Onde passa as férias? -  O Brasil é muito grande. Sempre que posso vou para o estado de São Paulo ou a Minas Gerais.
Cidade predilecta?  - Calulu, terra linda. Fora de Angola gosto de Salvador, a mãe África no Brasil. Nunca lá estive, mas este ano lá estarei.
Virtudes?
- Considero-me uma pessoa determinada. Acredito muito em mim mesmo.
Defeito? -   Acho que sou muito teimoso e impaciente.
Ídolo? -  Admiro os actores Fredy Costa, Denzel Washington, Lupita Nyongo, Daniel Kaluuya e a cantora Alicia Keys.
Livros ? -  "O lado negro do cristianismo", "Unidade e luta", de Amílcar Cabral, "O legado roubado" e "A estrela preta", de  Marcus Garvey.
Escritor? -  Yaa Gyasi.
Uma boa companhia?  - A minha mãe, Emiliana Alfredo.
Músico?  - Totó, Miguel Buila, Pai-Grande, o poeta.
Comida?  -  Macarrão com qualquer acompanhamento e fungi com feijão e peixe seco.
Bebida?   - Fino. Adoro um bom copo de fino, mas se não tiver, uma cerveja já ajuda.
Sabe cozinhar?  - Sim, sei.
O quê, por exemplo?  - Sei fazer muita coisa boa na cozinha como, por exemplo, caldeirada, feijoada, pão de queijo, tapioca, açaí e muito mais.
É ciumento? -  Sou, mas moderado. Dificilmente me deixo levar por este sentimento.
Que tipo de desporto mais aprecia? -  Gosto de básquete.
Qual é o clube que apoia?  - Recreativo do Libolo.
Alguma vez mentiu?
  - Sim, mas foi por uma causa nobre.
Já foi enganado? -  Infelizmente já. Aqui no Brasil, aprendi a ter mais cuidado com as pessoas. Tenho muito cuidado.
E como reagiu?  - Geralmente eu parto para a briga física. A cabeça dói e não tenho muita paciência  para suportar este mal.
Qual é o ano que mais o marcou?  - Acho que foi o 2016.
Por quê?  - Por ser neste ano em que marquei o primeiro passo  como actor no Brasil.
O que acha da corrupção?  - É um mal que deve ser, a todos os níveis, combatido. Impede o progresso de qualquer sociedade.
Da homossexualidade? - Nada a declarar, mas penso que temos que valorizar a cultura africana e não pegar nas culturas do homem branco e colocar  na mãe África como algo que seja bem-vindo.
E da poligamia?  - Aprendi a valorizar a cultura e a filosofia negras em todos os sentidos. Então, para mim, tudo o que representa a nossa cultura é bem visto. Lembrando que a poligamia é um modelo de casamento tipicamente africano, um modelo milenar de família, com um foco na expansão comunitária que fortaleceu por muito tempo o nosso povo.

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