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O outro lado da Gente | Benjamim Fernando

Benjamim Fernando é professor de Língua Portuguesa e Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto e professor de Língua Portuguesa no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), desde a sua fundação.

Benjamim Fernando
Fotografia: Edições Novembro

Pelas suas mãos passaram muitos jornalistas que hoje preenchem as cadeiras de várias redacções deste país. Professor desde 1991, o nosso convidado de hoje já leccionou em todos os níveis de ensino. Seu sonho é ver uma Angola diferente da actual e uma valorização da competência e dos valores humanos.

Nome? Benjamim Fernando.

Idade? 51 anos.

Data de nascimento? 4 de Novembro de 1966.

Naturalidade?
Aldeia Tomessa, município do Uíge.

Estado Civil?
Casado.

Filhos? Três filhos.

Calçado? 40.

Ocupação?
Professor de Língua Portuguesa e Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.

Sonhos?
Ver uma Angola diferente da actual e uma valorização da competência e dos valores humanos.

Sente-se realizado? Apenas profissionalmente.

Tem carro próprio? Sim. Uma carrinha, mas que não colmata o grande dilema de locomoção em Luanda.

E casa?
Sim.

Que importâncias têm as mulheres para si? São os seres mais importantes e fofinhos da humanidade. O seu papel na preservação da espécie torna-as muito valiosas.

Como se veste de segunda a sexta-feira?
Nos últimos tempos, não tenho um padrão. Uso vestuário formal, mas também mais simples.

E aos fins-de-semana?
Adoro vestir camisolas e ténis.

Usa roupa de marca? Não, infelizmente. Baseio-me na possibilidade de aquisição do vestuário.

Cor preferida?
Azul escuro.

Qual é a marca de perfume que usa? 212.

Acredita em forças ocultas?
Sim, acredito, pois existem de facto, por mais que finjamos.

Onde passa as férias?
Até agora, os meus rendimentos só têm dado para as passar no meu Uíge.

Cidade predilecta?
Uíge.

Virtudes?
Altruísmo.

Defeito?
Perdoador excessivo.

Ídolo? Os nossos falecidos pais, por terem sido diferentes.

Livro? “A Saúde do Morto”, de Luís Fernando.

Escritor?
Luís Fernando.

Uma boa companhia?
A minha esposa.

Músico? Paulo Flores.

Comida? Funje com mwamba de galinha e feijão.

Bebida?
Malavu.

Sabe cozinhar?
Sim, muito bem.

É ciumento? Felizmente, não.

Que tipo de desporto mais aprecia? Futebol. Fui jogador federado.

Qual é o clube que apoia? Petro de Luanda.

Alguma vez mentiu? Várias vezes. Nem toda a verdade deve ser dita, para a preservação da paz e da harmonia social.

Já foi enganado? Que eu saiba, não. Talvez em situações similares às que me levariam a mentir.

Como reagiu? Como não sabia que estava sendo, eventualmente, enganado, reagi naturalmente.

Qual é o ano que mais o marcou?
2005.

Por quê?
Porque foi o ano em que consegui viver numa casa erguida com o nosso esforço, cinco anos depois de a termos começado a construir.

O que acha da corrupção? É a nossa maior desgraça, suplantando mesmo a guerra fratricida, pois a corrupção é uma “guerra sem quartel”.

Da homossexualidade? Respeito o fenómeno, mas nunca me imaginei aos beijos com alguém sem os sedutores seios femininos.

E da poligamia?
Desde que faça parte da cultura de quem a pratique e os direitos e deveres de todos os intervenientes estejam salvaguardados, concordo com tal fenómeno sociocultural.

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