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O outro lado da Gente| João Ngumbe

João Catchindele Ngumbe é natural de Caimbambo, província de Benguela. Aos 29 anos é mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto e sonha ver a sociedade angolana tratar os seus filhos de maneira igual. Gosta de ouvir música sacra gregoriana e da poesia de Agostinho Neto.

Fotografia: Cedida pelo Professor

Nome:João Catchindele Ngumbe.
Idade: 29 anos.
Data de nascimento: 1988.
Naturalidade: Caimbambo.
Estado civil: Solteiro.
Filhos: Nenhum.
Calçado: 40.
Nível de escolaridade: Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto.
Ocupação: Professor em regime de colaboração no ISSS.
Sonhos: A maior parte dos meus sonhos são utópicos. Por exemplo ver a sociedade  angolana marcadamente igualitária.
Tem carro próprio: Não.
E casa: Não.
Que importância têm as mulheres para si: As mulheres, para mim, têm uma importância enorme, a começar pelo papel  antropológico que asseguram na  evolução da humanidade
Como se veste de segunda a sexta-feira: Os meus critérios para me vestir são o tempo, os contextos sociais e o meu estado psicológico.
E aos fins-de-semana? Tenho a impressão que em Luanda, aos fins de semana, a temperatura é mais alta, são os dias em que uso calções.
Usa roupa de marca? Eu relativiso um bocado o conceito de marca. Um outro critério que me orienta neste aspecto é a sensibilidade estética. Tudo que me parece esteticamente interessante assumo como uma marca.
Cor preferida: Gosto da cor azul.
Qual é a marca do perfume que usa? Issey Miyake.
Acreditas em forças ocultas? Sim, assim como acredito na ideia e existência de Deus.
Onde passas as férias? Em casa da minha mãe, em Benguela.
Cidade predilecta? Gosto da cidade invicta, o Porto.
Virtudes: As minhas virtudes resumem-se ao amor e na enorme admiração que sou capaz de sentir por qualquer coisa que existe.
Defeito: Sou pouco rigoroso e detalhista. Mas isso não significa simplicidade.
Ídolo: O conceito de ídolo me parece um bocado negativo. Do meu ponto de vista, assumir ídolos significa uma posição de idolatria. Prefiro falar em referência. Nesse  caso, tenho imensas referências. No campo da moral sou fascinado pela figura do filósofo Shompeuaer.
Livro: Acho injusto citar um livro em particular, mas, no campo do género literário, estou aqui a lembrar do livro de Saramago, o "Ensaios sobre a Cegueira". Podia citar outros, como os de Pepetela ou do escritor moçambicano Mia Couto.
Escritor: Agostinho Neto
Uma boa companhia: Música sacra gregoriana.
Bebida: Vinho do Porto.    Músico: Também acho injusto citar um músico em particular e não é por acaso que agora não me lembro de um nome em particular. É porque ouço imensos músicos.
Comida: Pirão com cabidela, acompanhado de couve mal passada.
Sabe cozinhar? Sou péssimo a cozinhar.
O quê, por exemplo? Absolutamente tudo.
Que tipo de desporto aprecia? Nenhum.
Qual é o clube que apoia? Durante os anos que vivi no Porto passei a apoiar, superficialmente, o FC Porto.
Alguma vez mentiu? Sim, já tive de inventar mentiras para me justificar ou avançar em algumas coisas, nomeadamente na fila do Banco, que é um bocado chato suportar. Dou o exemplo daquelas filas enormes do BPC.
Já foi enganado? Certamente, nessas questões de namoro.
E como reagiu? Com serenidade, porque o mundo não acaba com uma mentira.
Qual é o ano que mais o marcou? 2017, ano marcado pelas minhas provas de mestrado na Universidade do Porto.
O que acha da corrupção? Um mal que degrada os contratos que asseguram qualquer forma de relação social
Da homossexualidade? Devia ser entendida e exaltada como uma capacidade superior que os homens têm sobre a sua natureza. Isto é, o homem - ao contrário do gato que não faz nada senão aquilo de que a sua natureza lhe permite - vai além de si mesmo.
E da poligamia? Depende do que se entende por poligamia. Mas acho que em termos de valoração seria um recuo se por qualquer motivo fôssemos todos polígamos.

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