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O outro lado da Gente|Khris MC

 Locutora do programa Nação Hip Hop, da Rádio Kairós, Khris MC é cantora com créditos firmados no género rap. A jovem considera-se sincera, muito desconfiada e tem Luanda como a sua cidade predilecta.

Fotografia: DR

Nome? Cristina Francisco Gouveia.

Idade?
26 anos.

Calçado?
39/40.

Ocupação?
Estudante, empreendedora e cantora.

Naturalidade?
Luanda.

Estado civil?
Solteira.

Filhos?
Tenho dois.

Sonhos?
Já tive muitos. Hoje, talvez queira apenas realizar-me um pouco mais e ver meus os filhos crescerem saudáveis e bem educados.

Sente-se realizada?
Ainda não.

Tem carro próprio?
Ainda não.

E casa?
Também não.

Que importância têm as mulheres para si?
Toda, as mulheres são o berço da vida.

Como se veste de segunda a sexta-feira?
Informal.

E aos fins-de-semana?
Depende da ocasião.

Usa roupa de marca?
Sim. Mas, às vezes, conseguimos vestir bem quando usamos roupas que não fazem parte da elite das marcas.

Cor preferida?
Preto e branco. Dizem não ser propriamente cores (risos), mas são as minhas preferidas.

Qual é a marca de perfume que usa?
Não tenho preferência, desde que tenha um cheiro agradável.

Acredita em forças ocultas?
Acredito.

E como reage a elas?
Normal. Nem tudo o que existe podemos ver. Às vezes, apenas sentimos. Como africanos, não devíamos temer o que dizem ser oculto. África tem uma espiritualidade muito complexa e essas forças não têm ou não são necessariamente más.

Bebida?
Água.

Comida?
Calulu e mufete.

Onde passa as férias?
Em lugares tranquilos, de preferência em  locais que tenham praia.

Cidade predilecta?
Não sei se tenho alguma cidade predilecta, mas acho que gosto mais de Luanda, embora falte muita coisa nela, até porque a minha vida toda tem sido cá.

Virtudes?
Sinceridade e empatia.

Defeito?
Desconfio demais, sou rabugenta, às vezes, chateio-me com facilidade. Talvez tenha mais alguns, mas não me lembro deles agora (risos).

Vício?
Nenhum. Vício para mim traduz-se na perda do controlo sobre nós mesmos e as nossas escolhas. Não me lembro de algo que me deixe nesse estado de descontrolo. É muito triste quando uma pessoa deixa os seus desejos tomarem as rédeas das suas vidas.

Ídolo?
Nenhum. Tenho admiração e respeito por muitas pessoas,  mas não idolatro ninguém.

Livro?
São tantos que já marcaram e melhoraram a minha forma de pensar que seria injusto falar apenas de alguns.

Escritor?
Tal como os livros, gosto de muitos escritores diferentes, desde os mais conhecidos até ao menos conhecido. Quando algum escritor me faz parar e ler o que ele escreveu, merece o meu respeito.

Músico?
São muitos, mas aqui acho que posso falar de alguns: Paulo Flores, Sia, Eminem, Kendrick  Lamar e a lista continua.

Uma boa companhia?
Os meus filhos.

É ciumenta?
Sou muito ciumenta.

O que acha dos homens que batem em mulheres?
Covardes. Não existe razão alguma que justifique qualquer tipo de agressão contra uma pessoa. E a física, pior ainda.

Desporto?
Capoeira.

Clube?
Nenhum.

Alguma vez mentiu?
Infelizmente, sim.

Já foi enganada?
Já sim.

Como reagiu?
Mal, porque me culpei. Era ingénua o suficiente para acreditar que tive culpa, quando na verdade não.

Ano que mais a marcou?
Todos os anos são diferentes, mas o ano que marcou foi 2007

Porquê?
A minha vida mudou quando nasceu o meu primeiro filho.

O que acha da corrupção?
A corrupção é um mal em que todos devem estar envolvidos para lutar contra ou, ao menos, para o reduzir.

Homossexualidade?
Sou neutra nesse aspecto. Respeito e trato qualquer pessoa do mesmo jeito, até porque gosto de ser bem tratada.

E da poligamia?
Egocentrismo. Dizem que as mulheres nessas relações são felizes porque são educadas a aceitar isso com normalidade. Mas, como mulher, penso que é só mais uma forma egoísta dessas sociedades mostrarem o quanto se preocupam com os caprichos e satisfação dos homens, ignorando a mulher como um ser humano que é.

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