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420 milhões de crianças vivem em zonas de conflito

Cerca de 420 milhões de crianças vivem em zonas afectadas por conflitos armados, 30 milhões a mais do que em 2016, segundo um relatório apresentado ontem pela Save the Children International, intitulado “Pare a guerra contra as crianças”.

Confrontos militares provocam mais de mil mortes por ano
Fotografia: João gomes | Edições Novembro

Do número total de crianças que vivem em países em conflito, 142 milhões fazem parte das chamadas “zonas de guerra de alta intensidade”, locais onde os confrontos provocaram mais de mil mortes por ano, indicou Eva Silván, directora da Organização Não-Governamental (ONG) Save the Children.
O relatório revela que o Afeganistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Iraque, Mali, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, Síria e Iémen são os dez países mais afectados pela guerra. Nestes países, 870 mil pessoas morreram entre 2013 e 2017, por consequências indirectas da guerra, como desnutrição, doenças e falta de cuidados de saúde, dos quais 550 mil eram crianças com menos de 5 anos.
Segundo a Save the Children, o número de soldados mortos entre 2013 e 2017 aumentou em cerca de 175 mil, enquanto durante o mesmo período mais de meio milhão de crianças morre devido aos conflitos.
O relatório centra-se nas seis graves violações contra os direitos das crianças, identificadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, como assassinatos e mutilações, recrutamento de soldados, sequestros, ataques a estabelecimentos educativos, bloqueios humanitários e violência sexual contra meninas.

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