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A “estratégia” europeia para travar a migração africana

Victor Carvalho

Desejosa de ver os imigrantes africanos longe das suas fronteiras, a Europa esboçou uma "estratégia" que visa o financiamento de "centros de acolhimento" em países do norte de África para evitar que eles entrem em barcos e se façam ao mar. A Líbia, sondada para acolher alguns desses "centros", já disse que não aceitava fazer parte desse plano

Fotografia: DR

A Líbia foi o primeiro país africano a reagir e rejeitar a criação no seu território de "centros de acolhimento" financiados pela União Europeia para impedir o contínuo fluxo migratório através do Mar Mediterrâneo.

Este país, a semana passada, havia também rejeitado uma oferta de oito embarcações feita pelo governo italiano para serem usadas no patrulhamento das suas águas territoriais e também preparadas para recolher do mar imigrantes que se encontrem em perigo, substituindo-se assim ao que actualmente é feito por algumas organizações internacionais.

Para a Itália, esta seria uma forma de resolver o problema que resulta da opção que essas organizações internacionais fazem de levar para os seus portos os milhares de imigrantes que se atiram ao mar mal avistam essas embarcações.

A posição da Líbia em relação às propostas europeias tem sido de rejeição, havendo muitos líbios que acusam as forças da NATO, sobretudo o contingente europeu, de serem as responsáveis pelo que hoje se passa no país, em relação ao papel que involuntariamente desempenha no actual fluxo migratório.

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