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ACNUR pede à RDC para dar segurança

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) instou ontem o Governo da RDC a garantir a protecção de refugiados e requerentes de asilo, dias depois de o Exército congolês matar pelo menos 39 refugiados do Burundi na sequência de um protesto que culminou em actos de violência.

Refugiados estão a ser acompanhados por especialistas
Fotografia: Alexis Huguet | AFP

Num comunicado, o ACNUR lamenta a morte de homens, mulheres, uma criança e um soldado, e ficaram feridas 94 pessoas, entre os quais seis militares. “Esta é uma estratégia devastadora. Nunca devia ter acontecido”, disse o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, antes de saudar o facto de a RDC ter anunciado a abertura de uma investigação oficial.
O ACNUR enviou no próprio dia uma equipa para a zona do incidente para ajudar a tratar dos feridos, 57 dos quais, com ferimentos graves, foram transferidos para as cidades de Goma e Bukavu. O incidente ocorreu em Kamanyola, na província do Kivu do Sul, quando um numeroso grupo de refugiados se concentrou para exigir a libertação de quatro compatriotas detidos.

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