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Acordo geral final assinado até dia 31

O Presidente moçambicano e o líder da Renamo assinam, este mês, um acordo geral de paz final, que será depois submetido como Proposta de Lei ao Parlamento, disse ontem um responsável do principal partido da oposição em Moçambique.

Filipe Nyusi e Ossufo Momade selaram o fim das hostilidades
Fotografia: DR

“Com o início do desarmamento, desmobilização e reintegração dos guerrilheiros na segunda-feira e a assinatura, quinta-feira, do acordo de cessação das hostilidades militares, falta um terceiro acto entre os dois líderes: a assinatura de um acordo geral de paz final”, disse o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), José Manteigas, citado pela agência Lusa. O acordo geral de paz será rubricado pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e pelo líder da Renamo, Ossufo Momade, este mês, em cerimónia solene a decorrer na capital moçambicana, Maputo. A data não foi revelada.
O referido instrumento será depois transformado em Lei pela Assembleia da República, em sessão parlamentar extraordinária ainda sem data, frisou José Manteigas, que é também deputado pela Renamo.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram quinta-feira, na serra da Gorongosa, o acordo de cessação das hostilidades, para acabar, formalmente, os confrontos entre as forças governamentais e o braço armado do principal partido da oposição.
O Governo moçambicano e a Renamo já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs termo a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.
Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que também voltou a ser violado até à declaração de tréguas por tempo indeterminado em 2016, mas sem um acordo formal.

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