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Acordo estipula criação de zona desmilitarizada

A criação de uma zona desmilitarizada na província síria de Idlib, prevista no acordo rubricado entre a Rússia e a Turquia, deve ser cumprida até hoje, mas receia-se que os ‘jihadistas’ não cumpram o estipulado, que prevê entre outras cláusulas, o abandono da área e a retirada do armamento pesado.

Fotografia: DR

O acordo assinado a 17 de Setembro entre a Turquia, que apoia os rebeldes, e a Rússia, aliada do Governo, prevê que os rebeldes e ‘jihadistas’ retirassem da faixa fronteiriça de 15 por 20 quilómetros todo o armamento pesado até à passada quarta-feira.
Uma segunda exigência é a retirada da futura ‘zona-tampão’, até dia 15, de todos os ‘jihadistas’, nomeadamente os da organização Hayat Tahrir al-Sham (HTS), dominada pelo ramo sírio da Al-Qaeda e que controla 60 por cento da província. Até sexta-feira, segundo a agência France Presse, os ‘jihadistas’ não tinham mostrado qualquer sinal de retirada.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos indicou que “nenhum membro das facções ‘jihadistas’ se retirou até ontem” dos sectores que devem integrar a futura zona desmilitarizada.
A situação preocupa organizações humanitárias, que continuam a alertar sobre um possível ressurgimento da violência na região.

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