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Acusado de genocídio escapa a julgamento

Um ex-deputado rwandês refugiado em França e acusado de cumplicidade no genocídio de 1994 não será levado a julgamento, depois de uma investigação de cinco anos, noticiaram ontem agências internacionais citadas pela AFP.

Fotografia: DR

Félicien Baligira, agora com 73 anos, foi alvo de investigações pela Justiça francesa desde que a associação Colectivo das Partes Civis pelo Rw-anda (CPCR) apresentara uma queixa contra si.
Em 2012, o sistema judicial de França recusou a extradição de Baligira para o Rw-anda, tendo acusado o antigo deputado da etnia hutu de ter participado em reuniões de preparação do genocídio na região de Cyangugu (sudo-este) e de ter contribuído para o recrutamento local das milícias extremistas que lideraram os ataques étnicos. De acordo com dados das Nações Unidas, o genocídio no Rwan-da matou cerca de 800 mil pessoas, na sua maioria da etnia tutsi, entre Abril e Julho de 1994.
A AFP refere que o juiz responsável pelo processo constatou que não havia acusações suficientes para encaminhar o suspeito para julgamento, acrescentando que havia provas “imprecisas e divergentes” sobre o papel de Baligira.
Em 2017, o rwandês tinha sido colocado, por um juiz de instrução, sob o estatuto de testemunha assistida, após cinco encontros com investigadores ou magistrados e a audição de dezenas de testemunhas. No ano anterior, Baligira recebera, em recur-so, o estatuto de refugiado, depois de mais de 20 anos em França.



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