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Adiada tomada de posse do novo Governo israelita

A tomada de posse do Governo de união de Israel, de Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, que devia ter sido ontem à noite, foi adiada para Domingo, indicaram os dois lados em comunicado.

Fotografia: DR

A investidura do novo Governo, que deverá pôr fim à mais longa crise da histórica política do país, foi adiada para Netanyahu poder “terminar” a repartição das pastas ministeriais no seu partido, o Likud (direita), segundo o comunicado. Após 500 dias de reviravoltas, três eleições e negociações até ao último minuto, o Likud e a coligação centrista Azul e Branco assinaram um acordo de Governo para três anos que nos primeiros 18 meses será dirigido por Netanyahu e os outros por Gantz.

Benjamin Netanyahu deverá começar a ser julgado por corrupção, em três diferentes casos, no final do mês. Milhares de israelitas manifestaram-se contra o acordo e um Governo que, segundo eles, ameaça a democracia. Várias organizações colocaram dúvidas à legalidade do acordo e recorreram ao Supremo Tribunal, que o validou.

As pastas ministeriais também devem ser distribuídas equitativamente e cada um dos lados é livre de as atribuir a aliados, o que fizeram Benny Gantz, ao convidar uma parte da esquerda para o Governo, e Benjamin Netanyahu, com as formações ultra-ortodoxas. “Tudo gira à volta da atribuição dos lugares. Este Governo não parece ter ideologia”, escreveu, ontem, o diário “Yediot Aharonoth”, sublinhando que as negociações fizeram com que não houvesse “debate de fundo” sobre as orientações do Governo, o maior da História de Israel, que, a prazo, contará com 36 ministros.

O “Governo de união e de emergência” para enfrentar a crise da Covid-19 pretende concentrar-se em “fortalecer a economia” e “aumentar a concorrência”. Com cerca de nove milhões de habitantes, Israel regista oficialmente mais de 16.500 pessoas com a Covid-19, das quais 264 morreram.

Este balanço, que é baixo em comparação com a situação na Europa e na América do Norte, esconde, no entanto, um salto do desemprego que passou de 3,4 por cento antes da crise para cerca de 27 por cento.

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