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Adiado regresso organizado dos refugiados congoleses

O repatriamento organizado de refugiados da Re-pública Democrática do Congo (RDC), cujo início estava previsto para ontem, foi adiado para a próxima semana, a pedido das autoridades congolesas.

Milhares de refugiados concentrados no assentamento do Lóvua estão preparados para regressar
Fotografia: Benjamin Cândido | Edições Novembro

A informação foi ontem avançada à agência Lusa pela chefe das Relações Externas do Alto-Comissaria
do das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Juliana Gahazi, salientando que as razões não foram especificadas.
“Eles pediram uns dias a mais e, sendo um pedido do Governo, foi aceite. Estamos a comunicar aos refugiados e parceiros, o adiamento para a semana que vem”, referiu.
Segundo Juliana Gahazi, o número exacto de refugiados abrangidos por este processo ainda não está confirmado, mas estima-se uma média de oito mil concentrados no assentamento do Lóvua, na Lunda-Norte.
A decisão para o início do repatriamento organizado dos refugiados foi tomada em Luanda, em finais de Agosto, numa reunião tripartida entre os Governos de Angola, da RDC e o ACNUR.
No encontro, o Governo da RDC ficou com a responsabilidade de elaborar um Plano de Acção para a recepção e reintegração social dos refugiados, em parceria com o ACNUR, enquanto Angola e a organização das Nações Unidas comprometeram-se a emitir documentos de identificação, com vista a garantir o controlo dos refugiados.
O regresso organizado deste grupo de refugiados acontece depois de um outro, do total de mais de 30 mil, que em 2017 encontrou segurança em território angolano, na sequência de conflitos políticos e armados na RDC, ter decidido abandonar voluntariamente o assentamento do Lóvua.

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