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AI quer medidas contra os bandos armados

A Amnistia Internacional (AI) pediu às autoridades de Moçambique que tomem medidas urgentes para pôr fim à vaga de ataques mortais de grupos armados na província de Cabo Delgado, norte do país.

“As autoridades moçambicanas devem tomar medidas imediatas”, incluindo “o reforço da segurança para proteger a vida dos residentes”, refere a organização, em comunicado.
A organização defende a realização de “investigações para julgar os responsáveis” dos grupos que actuam sem motivações políticas ou lideranças conhecidas e sem terem feito quaisquer reivindicações. A situação está a criar um número crescente de deslocados internos, pessoas em fuga das suas casas, devido ao me-do provocado pelos ataques, alerta a organização de direitos humanos.
Muitas famílias procuraram refúgio na Ilha do Ibo, acrescenta. A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem sido alvo de ataques de grupos armados desde Outubro de 2017, causando um número indeterminado de mortes e deslocados.
Um estudo divulgado em Maio, em Maputo, aponta a existência de redes de comércio ilegal na região e a movimentação de grupos radicais islâmicos, oriundos de países a norte, como algumas das raízes da violência.
Diversos investimentos estão a avançar na província para exploração de gás natural dentro de cinco a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes petrolíferas mundiais.

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