Armando Guebuza critica a RENAMO


21 de Dezembro, 2013

Fotografia: AFP

O Presidente de Moçambique qualificou de “inviável” a exigência da RENAMO de paridade partidária na composição dos órgãos eleitorais e disse estar disponível para conversar com Afonso Dhlakama.

Ao discursar sobre o “Estado da Nação”, no Parlamento boicotado por deputados da RENAMO, Armando Guebuza falou da tensão provocada pelo partido de Afonso Dhlakama.“A sugestão de que todos os partidos devem ir em igualdade de circunstâncias às eleições significa que, se tivermos 50 partidos políticos em Moçambique, todos devem estar representados nos órgãos eleitorais”, disse.
Armando Guebuza acrescentou que “não se vislumbra a viabilidade de uma Comissão Nacional de Eleições com meia centena de partidos a decidir sobre matéria que precisa de tanta concentração e serenidade como as eleições” e pediu “uma CNE profissionalizada”.
Destacando “quatro desafios para a nação”, aumento dos mecanismos de diálogo, imposição da autoridade do Estado em todo o país, tranquilidade e segurança pública e redistribuição de rendimentos, o Presidente Guebuza associou dois à crise desencadeada pela RENAMO.
Sobre os “mecanismos de diálogo” destacou a iniciativa “Presidência Aberta e Inclusiva” e o “pedido urgente” de diálogo da RENAMO, “precedido de pré-condições incompreensíveis”, o que justificou “o fracasso nas negociações iniciadas há um ano”.
Em relação à “imposição da autoridade do Estado por todo o país”, o Presidente disse que “os ataques armados obrigaram as autoridades a tomarem o controlo de Sandjudjira e Maringué”, onde a RENAMO e o seu líder estavam aquartelados.
“A RENAMO, e não supostos homens armados do partido, protagoniza ataques que matam, mutilam e destroem”, disse o Chefe de Estado, que deixou em aberto uma reunião com Afonso Dhlakama.“Não queremos guerra em Moçambique. A guerra deve ser assunto de ficção científica, produções cinematográficas e literárias”, concluiu.
Na véspera, a presidente do Parlamento de Moçambique pediu, em Maputo, a cessação, “o mais rápido possível”, dos ataques contra civis protagonizados pela RENAMO e defendeu o diálogo “para se chegar a uma solução eficaz e harmoniosa”.
Verónica Macamo acrescentou que “é nosso desejo que os incidentes que ocorrem no centro do país cessem o mais cedo possível e que, sempre que haja diferendos, optemos pelo diálogo sério e eficaz, que nos leve à resolução dos problemas que nos dividem. Pensamos que um diálogo sério pode conduzir a um fim do que se passa no país”, disse a líder do Parlamento.

Chuvas mortais


Moçambique estima que pelo menos 14 pessoas morreram e sete ficaram feridas devido às chuvas. O porta-voz do Conselho de Ministros disse que 1.235 casas foram totalmente destruídas e 899 parcialmente danificadas pela chuva e o Conselho de Ministros aprovou o Plano de Contingência que disponibiliza mais de três milhões de euros “para minimizar o impacto das calamidades naturais na próxima época da chuva. 
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê que a época da chuva que começou em Outubro, continue até Março de 2014.

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