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Autoridade de transição entra dia 18 em funções

Uma autoridade civil encarregue de dirigir a transição política no Sudão, será formalmente criada no próximo dia 18 de Agosto, indica o acordo global negociado em Cartum pelos líderes da contestação civil e os militares que dirigem o Sudão desde 11 de Abril último.

Após meses de protestos, Militares e civis chegaram a acordo
Fotografia: DR

A decisão vem plasmada em documentos assinados ontem pelos líderes da contestação ex- Presidente Omar al-Bashir.
“Os membros do Conselho Soberano serão indicados a 18 de Agosto, o Primeiro-Ministro, no dia 20, e os outros membros, a 28 do mesmo mês ”, disse ainda ontem à AFP, um dos líderes da contestação civil, Abou al-Maali.
O órgão será composto por cinco militares e seis civis, tendo o Parlamento 300 deputados, dos quais 201 da oposição civil, e um Governo de transição. As referidas instituições vão dirigir o país nos próximos três anos, seguidos de eleições gerais.
O acordo foi conseguido, depois de difíceis negociações entre os militares que tomaram o poder em Abril, e os líderes da contestação civil, que nasceu em 19 de Dezembro de 2018, por causa da triplicação do preço do pão.
As manifestações transformaram-se em oposição e contestação a al-Bashir, no poder desde 1989 e continuaram depois do derrube deste último, para reclamar dos militares que tomaram o poder, a transferência do poder para os civis.
Os tumultos resultaram em 250 mortos, por causa da repressão protagonizada pelas Forças de Defesa e Segurança, segundo dados publicados por médicos próximos dos contestatários. “Esta transição no Sudão visa a conseguir uma paz duradoura no país, com todos os grupos rebeldes locais em Darfour (oeste), Kordofan-Sul e Nilo Azul (sul), que provocaram centenas de milhares mortes, e restabelecer a economia”, sublinhou o mediador etíope, Mahmoud Drir, depois da cerimónia da assinatura dos documentos.
O memorando vai, igualmente, possibilitar a retirada do Sudão da lista negra dos financiadores do terrorismo.

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