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Autoridades acusadas de “crimes de guerra”

A organização Human Rights Watch acusou sexta-feira as forças militares e policiais do Egipto de “sérios e generalizados” abusos contra civis, alguns equivalentes a “crimes de guerra”, na sua luta contra o terrorismo no Sinai.

Fotografia: DR

Num relatório a que a Lusa teve acesso e que resulta de dois anos de investigação, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos assinala que os militares e polícias egípcios são “responsáveis pela maioria dos abusos documentados”, embora refira que os militantes do grupo extremista “Província do Sinai”, ramo local do Estado Islâmico, que as autoridades combatem, também cometeram “crimes horríveis”.
A Human Rights Watch (HRW) constatou que o conflito, que já matou e feriu milhares de pessoas - civis, militantes e membros das forças de segurança - desde que os combates aumentaram em 2013, está ao nível de um “conflito armado não internacional” e que as partes envolvidas “violaram as leis internacionais da guerra, bem como as leis locais e internacionais dos direitos humanos”.
O seu relatório “If you are afraid for your lives, leave Sinai (Se teme pela sua vida, abandone o Sinai)”, a ONG documenta crimes como detenções arbitrárias em massa, incluindo de crianças, desaparecimentos forçados, tortura, execuções extra-judiciais, punição colectiva e despejos forçados, admitindo a possibilidade de os militares terem ainda realizado “ataques ilegais aéreos e terrestres que mataram numerosos civis, incluindo crianças”.

 

 

 

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