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Carlos Agostinho do Rosário volta a chefiar o Governo

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, empossou, sábado, o novo Governo que tem Carlos Agostinho do Rosário como Primeiro-Ministro. Segundo a Lusa, na mesma cerimónia o Chefe do Estado moçambicano empossou Adriano Afonso Maleiane e Helena Kida para os cargos da Economia e Finanças e dos Assuntos Constitucionais e Religiosos, respectivamente.

Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, dá voto de confiança ao economista Carlos Agostinho do Rosário para ser o novo Primeiro-Ministro
Fotografia: DR

O Presidente Filipe Nyusi deu também posse a Ernesto Max Elias Tonela para o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carmelita Namashulua para ministra da Educação e Desenvolvimento Humano e Carlos Mesquita, para o cargo de ministro da Indústria e Comércio.
Para a pasta da Defesa foi empossado Jaime Bessa Teto, enquanto Amade Miquiade vai exercer o cargo de ministro do Interior.
O Chefe de Estado empossou, ainda, João Osvaldo Machatine para o cargo de ministro das Obras Públicas e Recursos Hídricos, Margarida Talapa para o cargo de ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social e Armindo Daniel Tiago para o cargo de ministro da Saúde e Augusta de Fátima Maita para o cargo de ministra do Mar, Águas e Pescas.
Para o pasta da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional foi empossado Gabriel Ismael Salimo, Ivete Maibase para o cargo de ministra da Terra e Ambiente, enquanto Janfar Abdulai ocupará o cargo de ministro dos Transportes e Comunicações. Celso Correia vai exercer o cargo de ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural
Ao usar da palavra na cerimónia, o Presidente Filipe Nyusi advertiu os membros do novo Governo de que não vai aceitar “desculpas” em caso de falhanço, apelando aos ministros para se focarem nos resultados que permitam a melhoria da vida do povo.
“Doravante, não pode existir a desculpa de que sou novo ou nova na função, pois as instituições que passam a dirigir sempre existiram e possuem instrumentos que delimitam as suas atribuições e competências”, afirmou Filipe Nyusi, falando após empossar os novos membros do Executivo.
O Chefe do Estado assegurou que optou por um elenco pragmático, visando o alcance de resultados com impacto na melhoria das condições de vida da população.
“Os mais de 28 milhões de moçambicanos ouviram o vosso termo de juramento e vão cobrar os resultados, não temos tempo, a partir de agora, vamos trabalhar”, exortou Filipe Nyusi.
Os dirigentes empossados devem pautar-se pela integridade, lealdade, ética governativa e intolerância à corrupção, um mal que fragiliza as instituições do Estado moçambicano, assinalou Nyusi. No discurso, o Chefe do Estado moçambicano concentrou-se depois em alguns dos ministérios mais importantes do Executivo, apontando o que considera serem os principais objectivos. A Presidência da República ainda não esclareceu se a formação do novo elenco governamental está fechada e se serão extintos ou criados novos ministérios. O Executivo que agora entrou em funções resulta das eleições gerais de 15 de Outubro do ano passado, nas quais Filipe Nyusi venceu as presidenciais e o seu partido, Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), ganhou as legislativas e provinciais.

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