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Choques entre comunidades matam centenas desde Janeiro

Pelo menos 289 civis morreram este ano, como consequência da violência inter-comunitária no Mali, informou o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Mais de 75 por cento dos incidentes ocorreram na região central de Mopti.

As vítimas resultaram de 99 tumultos, mais sangrentos sobretudo depois de 1 de Maio, afirmou Rupert Colville, porta-voz da ONU.
Os ataques opõem, de um lado, “dozos” (caçadores tradicionais) e elementos de milícias “dogon”, e, do outro, da comunidade “fula”, num conflito antigo por causa de terras, pastos e direitos sobre a água.
No início de Julho, combatentes “dogon” assassinaram 16 civis “fulani” durante uma incursão numa vila, baleando alguns dentro da mesquita local e queimando vivos outros, nas suas casas, disse Colville, referindo que também os fulas e um grupo armado que lhes é próximo, ligado à al-Qaeda, atacaram civis “dogon” e caçadores “bambara”. />A exploração das tensões étnicas pelo grupo ligado à Al-Qaeda, com o objectivo de recrutar novos combatentes, e o uso do Mali como plataforma de lançamento de ataques aos vizinhos Níger e Burkina Faso alarmou a França, antiga potência colonial, e os Estados Unidos, que enviaram milhares de soldados para a região.
No dia 29, realiza-se no Mali a primeira volta das eleições presidenciais. Desde 2013, é a primeira ida às urnas para escolher o Presidente da República, depois de há cinco anos o antigo primeiro-ministro Ibrahim Boubacar Keita ter chegado (com mais de 70 por cento dos votos) à chefia do Governo.
Antes, em 2012, um golpe de Estado militar tirou do poder o Presidente Amadou Toumani Touré.

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