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Choques na região anglófona provocam 32 vítimas mortais

Um total de 32 mortos é o resultado dos confrontos que opuseram esta emana as Forcas Armadas Camaronesas e grupos independentistas, na região anglófona de Men-ka (Noroeste), segundo um balanço oficial anunciado pelo Governo camaronês.

 

“Vinte e sete terroristas foram neutralizados no dia 25 de Maio, durante uma operação especial conjunta que visou desalojar rebeldes que tomaram o controlo de um hotel, em Menka”, revelou à imprensa o porta-voz do Governo, Issa Tchiroma Bakary. Os combates entre o Exército e grupos separatistas, os raptos de camaroneses e de estrangeiros tornaram-se frequentes nas regiões anglófonas do Noroeste e do Sudoeste, disse o também ministro da Comunicação Social.
Jean Fouman Akame, um membro influente do Conselho Constitucional dos Camarões assinou recentemente um apelo a recandidatura do Presidente Paul Bya, em 2018. Numa “moção de apoio” ao Presidente camaronês, responsáveis do partido no poder e sobas originários do Sul dos Camarões, região de origem de Paul Bya, pediram-lhe “solenemente para recandidatar-se à eleição de 2018”. O Conselho constitucional é, em particular, encarregue de resolver os contenciosos durante a eleição presidencial e proclamar os resultados.
Muitos dos seus membros saíram da União Democrática do Povo Camaronês (RDPC), o partido no poder. Há dias, o embaixador dos Estados Unidos, Peter Henry Barlerin, divulgou um comunicado onde dizia que durante um encontro com o Presidente, “lhe sugeriu para pensar na sua herança e como quer que se lembrem dele nos livros de História”. O diplomata americano denunciou a repressão cometida pelas forças governamentais nas regiões anglófonas. De 85 anos, Paul Biya governa os Camarões desde 1982, depois de afastar, de forma controversa, o então primeiro chefe do Estado camaronês, Aidjo Amadou.

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