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Cidade de Bambari regista confrontos

A cidade de Bambari, na República Centro-Africana, a 300 quilómetros da capital, Bangui, tornou a registar confrontos, na madrugada de ontem, entre milícias rivais, noticiou a AFP, que cita fontes policiais.

Disparos de armas pesadas foram ouvidos ao longo da noite, em particular junto ao hospital da prefeitura da cidade. Os confrontos provocaram vítimas, adiantaram as fontes, sem darem mais detalhes.
Os incidentes opuseram os milicianos da União para a Paz na República Centro-Africana (UPC, na sigla em francês), uma das milícias saídas da ex-rebelião Seleka, com os de uma outra de “autodefesa” e começaram quando os primeiros quiseram retirar do hospital correligionários que lá estavam internados.
Bambari foi palco de violência intercomunitária em meados de Maio, nos quais nove pessoas perderam a vida, incluindo um membro local de uma Organização Não-Governamental (ONG) e um enfermeiro de uma estrutura sanitária da cidade, segundo a ONU.
As instalações da polícia, da autarquia, da igreja, de várias ONG e as próprias bases das Nações Unidas têm sido atacadas por homens armados “alegados membros” do UPC, segundo a ONU. Ainda em Maio, nove organizações humanitárias foram pilhadas em Bambari.
Bambari, no meio de várias zonas de influência de grupos armados, gozou até ao mês passado de uma relativa acalmia, depois da intervenção da Minusca, no início de 2017, para desalojar a UPC, que lá tinha instalado a sua base.
Desde 2013 que a República Centro-Africana vive em conflito. O derrube do então Presidente François Bozizé pela ex-rebelião Seleka provocou uma contra-ofensiva de milícias de “autodefesa” antibalaka.
Grupos armados e milícias confrontam-se pelo controlo dos recursos deste país, com 4,5 milhões de habitantes, classificado entre os mais pobres do mundo, mas rico em diamantes, ouro e urânio.

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