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Combates envolvem rebeldes de Anjouan

Forças da ordem das Comores e rebeldes de Anjouan lutam em Mutsamudu, depois do Presidente Azali Assoumani ter manifestado o desejo de prolongar o mandato para mais 11 anos.

Fotografia: DR

As autoridades acusam o partido Juwa, do opositor e antigo Presidente Abdallah Sambi, originário de Anjouan, de estar na origem destes confrontos.
Por seu lado, os partidos da oposição acusam o Presidente de se comportar como um ditador e responsabilizam o Governo pela situação.
Na quinta-feira, as Forças do Governo começaram a reforçar a sua frente, na capital de Anjouan, para desalojar os revoltosos.
O clima político deteriorou-se nas Comores desde o referendo constitucional de 30 de Julho, ganho por Abdallah Sambi, com  92,74  por cento e que assim reforçou os seus poderes, porque o autoriza a cumprir dois mandatos sucessivos, contrariando o que está estipulado na Lei.
A Lei aprovada em 2001 diz que no fim de cada cinco anos, a Presidência deve ser entregue a uma das três ilhas do país, mormente Grande-Comores, Anjouan e Mohéli. No caso, seria a vez de Anjouan assumir a próxima Presidência rotativa.
Mas, Azali Assoumani, eleito em 2016, anunciou a intenção de organizar uma eleição presidencial antecipada, em 2019, permitindo-lhe reiniciar o mandato e dirigir o país até 2029.
Desde o referendo, dezenas de adversários do Chefe do Estado, que boicotaram a eleição de Julho, foram presos, entre os quais Abdallah Sambi, acusado num caso de corrupção e colocado em residência vigiada em Moroni, desde há cinco meses.

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