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Combates na RCA fazem 100 mortos

A escalada de confrontos entre grupos armados no noroeste da República Centro Africana (RCA) causou pelo menos 100 mortos, 60 mil deslocados e destruiu cerca de duas mil casas, desde o início de Janeiro, informaram ontem fontes oficiais.

ONU enfrenta dificuldade para travar a violência
Fotografia: Florent Vergnes | AFP

Os choques, que se têm concentrado na região de Pauoa, opõem principalmente os ex-rebeldes muçulmanos Seleka, dirigidos pelo general Mahamat Bahar, do Movimento Patriótico para a República Centro Africana, e combatentes da milícia maioritariamente cristã anti-balaka e do movimento Revolução e Justiça.
Autoridades locais, citadas pela agência espanhola Efe, dão conta de mais de uma centena de mortos, com dados ainda provisórios.
“Desde 2 de Janeiro, militantes Seleka ocupam as localidades de Bétoko, Bédaya, Bémal, Bébora e Gadoulou”, disse à Efe um deputado da cidade de Paoua, Lucien Mbaïgotto.
Dado o impacto para os civis e os graves danos materiais, as fontes afirmam que a situação humanitária é alarmante, na região de Ouham-Pendé, onde se localiza Paoua.
As autoridades locais acusam os soldados da missão das Nações Unidas na República Centro Africana de “passividade” e pedem que se tomem medidas para parar os confrontos.
Por sua parte, a missão da ONU naquele país (conhecida como MINUSCA, com mais de 13 mil militares, alguns portugueses), assegurou que a presença dos 'capacetes azuis' em Paoua “permitiu conter a situação e limitar a morte de civis inocentes”, através do seu porta-voz, Vladimir Monteiro. Face à crescente volatilidade em Paoua nas últimas semanas, o Governo centro africano enviou à região os ministros da Defesa, Marie-Noëlle Koyara, e da Segurança, Henri Wanzé Linguissarat, que constataram que a zona se transformou num “campo de batalha” e que há milhares de pessoas a necessitar de ajuda humanitária imediata. O conflito na RCA eclodiu após o afastamento do poder, em 2013, do então Presidente, François Bozizé.

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