Mundo

Conferência Episcopal lança um apelo à calma e contenção

A Conferência Episcopal Nacional da República Democrática do Congo (CENCO) manifestou quinta-feira à noite desacordo com a vitória de Félix Tshisekedi, nas eleições presidenciais de 30 de Dezembro de 2018, mas apelou à calma e à contenção em relação à eventuais manifestações de protesto.

Bispos pedem que diferendos sejam resolvidos com diálogo
Fotografia: DR

“A partir da análise dos elementos observados por esta missão, decidimos que os resultados da eleição presidencial publicados pela CENI (Comissão Nacional Eleitoral Independente)) não correspondem aos dados compilados pela nossa missão de observação nos centros de votação e apuramento”, declararam os bispos católicos.
A Igreja Católica contou com a maior missão de observação neste pleito, com mais de 40 mil observadores espalhados por todo o país, que finalmente aconteceu após dois anos de atraso e adiamentos contínuos.
Em comunicado, os líderes eclesiásticos congoleses afirmaram que a sua contagem de boletins de voto dava como vencedor um candidato diferente, mas não especificaram a sua identidade. Na semana passada, a CENCO já tinha advertido à CENI que publicasse os resultados “de acordo com a verdade e a justiça”, pois disse que já sabia quem seria o vencedor.
A Igreja Católica também pediu a todas as partes envolvidas “maturidade e que não recorram à violência”,  sugerindo que façam uso dos meios legais, de acordo com a Constituição e com a legislação eleitoral, caso desejem “denunciar esses resultados”.
Por sua vez, o Departamento de Estado norte-americano diz ter tomado nota dos resultados divulgados pela CENI e apelou a todos os actores do processo eleitoral que recorram aos meios legais à sua disposição caso entendam dever contestá-los.
Depois de elogiar os “heróicos participantes no pleito”, sobretudo os que “esperaram horas e enfrentaram fortes chuvas para irem votar”, o Departamento de Estado considerou “intolerável qualquer tipo de violência”, e garantiu que continua a “acompanhar de perto” a evolução do processo eleitoral que só termina, recordou, “quando forem proclamados os resultados finais”.

 

Tempo

Multimédia