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Cruz Vermelha suspende actividades em Tombuctu

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou esta semana a suspensão temporária das suas actividades na região de Tombuctu, no norte do Mali.

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Fotografia: DR

 “Estamos a suspender temporariamente as nossas actividades na região de Tombuctu por causa da crescente insegurança que também tem tido impacto nas nossas operações”, anunciou o CICV numa publicação na rede social Twitter, citada ontem pela agência de notícias France Press.
Numa publicação separada na mesma rede social, o chefe da delegação da Cruz Vermelha no Mali, Jean-Nicolas Marti, afirma que a decisão foi tomada após o “roubo à mão armada” de um veículo da Cruz Vermelha em Tombuctu.
“Em pleno dia, no meio da cidade, o emblema da Cruz Vermelha foi atacado, o que é inaceitável”, escreveu Jean-Nicolas Marti.
Pelo menos, 600 pessoas de duas localidades do centro do Mali regressaram a casa, depois de terem fugido do massacre de Junho, protagonizado por grupos rivais, constatou a AFP. Os deslocados tinham-se refugiado na localidade de Koro, quando, a 17 de Junho último, as localidades de Gangafani e de Yoro, fronteiriças com o Burkina Faso, foram atacadas por supostos elementos da etnia peul, fazendo pelo menos 41 mortos.
Desde o surgimento, em 2015, no centro do Mali, do grupo extremista do evangelista Amadou Koufa, que recruta prioritariamente elementos da etnia peul, tradicionalmente criadores de gado, os confrontos multiplicaram-se entre a mesma e os agricultores das etnias bambara e dogon.
Desta feita, as regiões de Ségou e Mopti (centro) acolheram mais de 70 mil deslocados, no período entre Maio de 2018 e Maio de 2019, segundo o Gabinete de Coordenação das Ajudas Humanitárias (OCHA).

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