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Cyril Ramaphosa denuncia sabotagem no sector eléctrico

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, atribuiu a “actos de sabotagem” alguns dos cortes de energia nos últimos dias, dos piores de sempre no país.

Chefe de Estado exige a responsabilização dos culpados
Fotografia: DR

“Houve actos de sabotagem, que resultaram na perda de 2.000 megawatts”, afirmou Ramaphosa à Reuters, quando na quinta-feira regressava à África do Sul, após interromper uma visita ao Egipto, devido à crise energética no país.
A companhia estatal Eskom, que fornece 95 por cento da electricidade da África do Sul, foi obrigada a adaptar o fornecimento de electricidade aos seus clientes numa forma rotativa, devido às más condições meteorológicas que afectam a produção.
Na segunda-feira, a situação piorou ainda mais e a Eskom reduziu pela primeira vez a oferta em seis mil megawatts, para uma capacidade pouco superior a 44 mil megawatts.
“Alguém na Eskom desligou uma infra-estrutura, causando uma perda de 2.000 megawatts”, acusou Ramaphosa, numa conferência de imprensa em Joanesburgo, na qual anunciou a abertura de uma investigação.
A maior parte da electricidade produzida pela Eskom provém de centrais eléctricas a carvão, sendo susceptíveis a problemas. A Eskom justificou a quebra na energia distribuída com as recentes chuvas no país, que molham as reservas de carvão.
Cyril Ramaphosa disse ter recebido garantias da empresa de que não haverá cortes de energia durante a época natalícia, entre 17 de Dezembro e 13 de Janeiro.
O Presidente ordenou que todos os gerentes da Eskom cancelem as férias. “Se queremos que o sistema seja restaurado, todas as férias até Janeiro estão anuladas”, disse o Chefe de Estado.

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