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Deputados pedem divulgação dos nomes dos corruptos

Cerca de 38 deputados da Câmara dos Representantes líbios (Parlamento) pediram a divulgação dos nomes dos seus homólogos acusados num relatório do Gabinete de Auditoria na Líbia, de receber dinheiro e gozar indevidamente de privilégios do Governo de Unidade Nacional.

 

Parlamentares angolanos de visita a Lunda-Norte
Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

Num comunicado divulgado pelos jornais líbios, os parlamentares pediram que o escritório presidencial da Câmara dos Deputados convocasse uma reunião de emergência para  discutir o relatório e verificar a sua validade.
Os deputados exigem prestação de contas ou divulgação, pelo menos, dos nomes daqueles membros do Governo interino e de unidade nacional, bem como de todas as instituições do Estado, cuja implicação em más práticas venha a ser comprovada.
Um relatório referente ao ano de 2017, publicado recentemente pelo Gabinete de Auditoria em Tripoli, revelou infracções e irregularidades nas despesas registadas nos últimos seis anos, elevadas a 287 mil milhões de dinares líbios (cerca de 212,5 mil milhões de dólares).
Dezoito deputados emitiram um comunicado exigindo a divulgação dos nomes dos membros em causa que “receberam dinheiro ou adquiriram propriedades ilegalmente concedidos pelo Governo de Reconciliação Nacional.”
O chefe do Gabinete de Auditoria, Khaled Chak Chak, declarou  que “a divisão das instituições acentuou um grande conflito entre responsáveis da administração e instituições do Estado”, salientando que “nomeações aleatórias e o nepotismo cansaram o Tesouro Público.”
Dois governos paralelos, um dos quais baseado em Tripoli e reconhecido por alguns países e outro baseado em Beidha (leste), disputam a gestão dos assuntos públicos, dando assim origem a uma dualidade de várias instituições, nomeadamente o Banco Central, e contribuindo para o desperdício de fundos públicos.

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