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Diminui número de migrantes abandonados no deserto do Sahara

A Argélia acabou com a maioria das expulsões de migrantes abandonados no deserto do Sahara, após a condenação da comunidade internacional e o despedimento de dois oficiais de segurança, anunciou a Organização Internacional das Migrações (OIM).

Fotografia: DR

Segundo fontes oficiais da OIM citadas pela Associated Press, as expulsões de milhares de migrantes, incluindo crianças e mulheres grávidas, diminuiu fortemente desde que a agência norte-americana noticiou as histórias dos sobreviventes que foram obrigados a caminhar 15 quilómetros no deserto sem água nem comida.
Segundo a reportagem divulgada em finais de Junho, as expulsões da Argélia aumentaram desde Outubro do ano passado, após a União Europeia (UE) ter intensificado a pressão sobre os países do norte de África para desviar os migrantes que se dirigiam para a Europa.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o número de pessoas que chegou ao Níger a pé aumentou desde Maio de 2017, quando 135 pessoas foram abandonadas no deserto.
A Organização Internacional das Migrações estima que um total de 11.276 homens, mulheres e crianças africanas sobreviveram
à caminhada desde 2017 e que 30 mil morreram no deserto do Sahara desde 2014.

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