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Elias Dhlakama candidato à presidência da Renamo

Elias Dhlakama, irmão do falecido anterior líder da Renamo é até hoje o único candidato se tinha assumido à presidência do partido que está a realizar desde hoje nas matas da Gorongosa um congresso para eleger a sua nova direcção política

 

 

Fotografia: DR

A Renamo, principal força política da oposição em Moçambique, estará amanhã reunida em congresso para eleger o sucessor de Afonso Dhlakama, seu antigo líder histórico que morreu em Maio vítima de doença.

Depois de esgotado o prazo inicialmente previsto para a apresentação de candidaturas e quando se julgava, que ninguém iria avançar, eis que Elias Dhlakama, irmão do antigo presidente do presidente resolveu hoje formalizar o seu desejo de assumir o comando do segundo mais importante partido do país.

"Após a morte de Afonso Dhlakama, o partido viveu um período de desunião e desorientação. Este ano, importante porque teremos eleições gerais, a minha candidatura procura a união e o fortalecimento do partido", disse Elias Dhlakama em declarações à imprensa proferidas pouco depois de ter formalizado a sua intenção de ser presidente da Renamo.

Aos 54 anos de idade, o general na reserva afirmou que pretende unir os membros do partido em torno do objectivo de levar a Renamo ao poder e de promover a formação dos militantes e órgãos do partido.

"O partido pode ser mais forte, através da formação dos seus quadros, membros, simpatizantes e órgãos, para poder afirmar-se como uma solução para o abismo em que o país se encontra", disse.

Reafirmando o compromisso com a promoção da democracia, paz e boa governação defendido pelo seu falecido irmão, o candidato diz que o país precisa de seguir um caminho diferente do que tem sido imposto pela Frelimo, partido no poder desde a independência do país.

"Juntei-me à guerrilha da Renamo no início dos anos de 80 por um compromisso patriótico de ver o povo moçambicano numa situação de bem-estar e é com esse espírito que pretendo liderar o partido", assumiu.

Elias Dhlakama defende que a sua candidatura tem mérito próprio e não se serve do apelido para concorrer à liderança do partido.

O congresso está a decorrer desde hoje na Gorongosa com participação de 700 delegados e 300 convidados, num ano que ficará marcado em Moçambque pela realização de eleições.

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