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Estabelecidos critérios para integrar o Executivo

O Primeiro-ministro da RDC, Sylvestre Ilunga Ilunkamba, revelou, quarta-feira, em Kinshasa, os dez critérios, para se ser ministeriável no futuro Governo, segundo o jornal local “7sur7” citado pela AFP. Os dois primeiros critérios são não ter sido objecto de condenações judiciárias, dentro e fora do país, e aderir ao código de conduta do Executivo.

Congoleses prosseguem consultas para formação do Governo
Fotografia: DR

A revelação foi feita durante a cerimónia que marcou o início das consultas, visando a formação do Governo, entre os coordenadores das plataformas FCC e CASH. Os outros fios condutores para se ser ministeriável são, nomeadamente, a integridade e capacidade de trabalhar em equipa, equilibrar antigas e novas figuras, bem como as gerações emergentes, velar significativamente pela representatividade do género e pelo equilíbrio geopolítico, enviar um sinal significativo às pessoas que vivem com deficiência, a capacidade de trabalhar sob a autoridade do Primeiro-Ministro, assinar um contrato de performance entre o ministro titular e o Primeiro-Ministro e apresentar três candidatos para cada posto ministerial, por ordem de preferência e a respectiva biografia.
Na perspectiva do Primeiro-Ministro, o novo Executivo deve ser apresentado à Assembleia Nacional, durante a sessão extraordinária, prevista para o dia 15 de Setembro. As duas plataformas políticas da RDC, que decidiram formar um Governo de unidade nacional, começaram as negociações, em Fevereiro, pouco depois da investidura do Presidente Félix Tshisekedi, eleito durante o pleito de 30 de Dezembro de 2018. O Governo terá 65 membros, dos quais 42 para a FCC, liderada por Joseph Kabila, e 23 para o CASH, grupo político de Félix Tshisekedi.

Médicos detidos

A Justiça congolesa prendeu quarta-feira três dos quatro médicos suspeitos de terem participado no assassinado de um epidemiologista da OMS, em Abril último, noticiou a AFP. Todos são suspeitos de estar implicados no ataque das milícias contra uma equipa de combate ao ébola, que vitimou um médico camaronês da OMS, no leste do país.
Os detidos são acusados de “terrorismo e associação de malfeitores”, declarou o tenente-coronel Jean-Baptiste Kumbu Ngoma, procurador militar de Butembo (Kivu-Norte. São ainda acusados de, no dia 14 de Abril de 2019, se terem reunido, para planificar o assassinato do epidemiologista da OMS, acrescentou.

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